Áreas do sul de MT e de MS precisam de pelo menos 70 mm de chuva

 

De acordo com a Somar Meteorologia, a precipitação tão necessária só deve atingir a região a partir da segunda semana de dezembro

Um bloqueio atmosférico tem impedido a formação de nuvens carregadas em boa parte do Sudeste e Centro-Oeste. A chuva forte atingiu pontualmente parte do interior de São Paulo por conta da borda do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN).

Enquanto chove no Sul, o tempo fica seco demais em áreas do Centro-Oeste. Parte do sul de Mato Grosso e praticamente todo Mato Grosso do Sul precisam de, no mínimo, 70 a 80 milímetros de chuva para a reposição hídrica do solo, algo que não vai acontecer até a segunda semana de dezembro.

O sistema trouxe 138 milímetros em apenas 1 hora em São Carlos, provocando mais destruição do que benefício. “A chuva muito pontual e forte, além de provocar estragos, não trouxe umidade para as áreas de cana-de-açúcar, por exemplo”, explica Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

Nas últimas 24 horas, o norte de Santa Catarina também recebeu 125 milímetros acumulados de chuva, o que representa 80% de todo o esperado para novembro. Foi o caso da cidade de Jaraguá do Sul. Nesse caso, a chuva foi muito importante já que muitos produtores de milho sofrem com a estiagem. No oeste de Santa Catarina, existem produtores que produziram 90% abaixo do esperado. No lugar de 200 sacas por hectare de milho, produziu-se 20.

Para este fim de semana, o alerta de chuva forte vai mais uma vez para o Sul do Brasil, na faixa que pega o Rio Grande do Sul até o sul do Paraná, com rajadas de vento e chance de granizo. Também chove forte no outro extremo do mapa, nos estados do Acre, Amazonas e Roraima. Nas demais localidades, o predomínio é de tempo seco e quente, algo que só deve mudar com a formação do corredor de umidade a partir do dia 6 de dezembro.

Fonte:      canalrural.com

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