Com duas vítimas fatais, Programa Plástica Para Todos é investigado em Cuiabá

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou Inquérito Civil Público para investigar possíveis irregularidades nos procedimentos cirúrgicos realizados pelo programa Plástica Para Todos, onde, em menos de um ano, duas pacientes morreram durante cirurgias estéticas, em Cuiabá.

A portaria assinada pelo promotor de Justiça, Ezequiel Borges de Campos, apura os atos cirúrgicos seriados e (in) capacidade estrutural do hospital onde os procedimentos são realizados; ausência ou deficiência de atendimento pré e pós-operatório; falta de notificações do órgão sanitário sobre eventuais infecções e falta de alvará sanitário da unidade hospitalar creditada pela empresa responsável pela execução dos serviços. A portaria cita ainda publicidade enganosa.

Ainda conforme a portaria, assinada na última segunda (03.12), uma reunião foi realizada no dia 27 de outubro de 2018 com representantes da CRM e com a Vigilância Sanitária (Visa) de Cuiabá. “Encaminhe-se os Ofícios nº 211/2018 e 212/2018, dirigidos, respectivamente, à Presidente do Conselho Regional de Medicina e ao Presidente do Hospital Militar de Mato Grosso”, cita trecho do documento.

O Inquérito Civil Público cita a morte da servidora pública aposentada, Ivone Alves de Almeida, 67 anos, que morreu no dia 20 de novembro, após passar por um procedimento estético de lipoaspiração. Ela realizou o procedimento pelo programa – Plástica Para Todos, no Hospital Militar, em Cuiabá.Leia Mais: Servidora pública morre após cirurgia plástica em Cuiabá

Em maio de 2018, Edléia Daniele Ferreira Lira, 33 anos, também morreu, depois de fazer uma cirurgia de redução de seios e lipoescultura.

Ambos os casos, são investigados pelo Conselho Regional de Medicina – CRM.

Fonte: VG Noticias

Add Comentários