Corpo do avô de menina assassinada por madrasta em MT será exumado

A suspeita é que o idoso, que morreu em 2018, também tenha sido envenenado pela mulher que queria ficar com a herança da enteada

Jaira está presa desde 2019 pela morte de Mirella

O corpo do avô de Mirella Poliane Chue de Oliveira, Edson Emanoel, será exumado. A decisão da Justiça foi encaminhada, nesta segunda-feira (23), para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Mirella foi envenenada pela madrasta, Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, e há suspeita que a mulher também tenha envenenado o idoso.

A Politec informou que ainda não há data para que o procedimento ocorra. Conforme apurou o os trâmites legais estão sendo realizados e após a conclusão será agendada a exumação.

Acredita-se que Jaira envenenou o idoso, em 2018, para ficar com a guarda de Mirella, de 11 anos, para que pudesse matá-la e ficar com sua herança.

Jaira foi presa na Operação Branca de Neve, em 2019, após as investigações da Delegacia Especializada do Direito da Criança e do Adolescente (Deddica) concluir que ela envenenou Mirella.

Madrasta

Jaira dava doses diárias de um pesticida para Mirella, em quantidades pequenas para que passassem despercebidos nos hospitais, em um plano de assassinar a menor. Ao todo, antes de morrer, Mirella foi internada nove vezes em hospitais particulares da Capital.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a intenção da madrasta era ficar com uma herança de R$ 800 mil da criança. O dinheiro era uma indenização ganha pela família meses antes, decorrente de uma ação judicial contra um hospital, onde a mãe de Mirella morreu após o parto da menina.

Todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada de três a sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer. O sofrimento durou cerca de dois meses.

As investigações não apontaram envolvimento do pai de Mirella no crime

Fonte:    reportermt.com

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