Covid-19 já é a maior causa de mortes em um único ano no Brasil

Enfermidade ultrapassou os recordes históricos de óbitos causados por doenças do coração, pneumonia, homicídios e acidentes de trânsito; letalidade divulgada pela OMS é de 0,6%

Com 132 mil óbitos notificados, a Covid-19 tornou-se a maior causa de mortes já registrada em um único ano no Brasil, como aponta apuração do portal Uol. Os dados foram retirados do Sistema Informacional da Mortalidade (SIM), atualizado pelo Ministério da Saúde.

O recorde anterior pertencia às doenças isquêmicas do coração (infarto, por exemplo), que levaram 116 mil pacientes a óbito em 2019. No mesmo ano, a pneumonia matou 83 mil pacientes, sendo a maior causa mortis entre as doenças respiratórias.

Em seguida, vem o câncer de traqueia, brônquio e pulmão, que mata cerca de 11,99 pessoas a cada 100 mil habitantes, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O SIM, que registra as causas de óbito no Brasil desde 1979, nunca contabilizou mais do que 30 mil mortes relacionadas a esse tumor em um único ano.

As vítimas da Covid-19 já são mais que o dobro dos homicídios ocorridos no ano mais violento da história do Brasil, 2017, quando 62 mil pessoas foram assassinadas; e quase o triplo do recorde de mortes causadas por acidentes de trânsito, que fizeram 46 mil vítimas em 2012.

Mortes por Covid-19 ultrapassam recorde de infartos, pneumonia, homicídios e acidentes de trânsito. Imagem: Jorge Hely Veiga/Shutterstock

A sanitarista Bernadete Perez destacou que as 132 mil mortes são “um número altíssimo”, e sublinhou que a Covid-19 é uma doença com protocolos bem definidos de prevenção.

Segunda ela, esse número poderia ser reduzido com o auxílio de uma “rede ampla de atenção primária à saúde, com capacidade de fazer vigilância epidemiológica que conseguisse fazer busca ativa, mapeamento e rastreamento do contágio”, como visto em outros países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a taxa de letalidade da Covid-19 esteja atualmente em 0,6% – morrem, em média, 6 pacientes a cada mil. Apesar de não chegar a 1%, este número é considerado alto se comparado a outras doenças infecciosas do trato respiratório, como a gripe, cuja taxa varia entre 0,01% e 0,08%, com oito mortes a cada 10 mil infectados.

 

Fonte: olhardigital.com.br

 

 

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