Demanda por carnes na China começa a se restabelecer e portos se organizam para novas cargas

Governo chinês, além de controlar os preços das proteínas de origem animal para atender a população do país, introduz novas metodologias para normalizar produção interna de aves e suínos

 

Nos últimos meses, a China passou por três grandes crises sanitárias: a Peste Suína Africana (PSA), a gripe aviária e o Covid-19 (o novo coronavírus). Com a logística e a demanda parcialmente afetadas, a China continuou demandando por alimentos do Brasil.

Agora, a China tem evoluído em suas medidas sanitárias, adotando tecnologias e controlando ao máximo quaquer foco das doenças. No caso da PSA, a tecnificação e profissionalização dos criadores pode ter, como resultado, um plantel de suínos restabelecido e normalizado em menos de 2 anos.

É o que afirma Gabriel Mont’Alvão de Freitas, operador da Trading Ramax na Ásia. Em entrevista exclusiva para o site Notícias Agrícolas, ele explicou que a principal mudança sanitária para o mercado de suínos, foi com relação ao transporte de animais vivos: “O transporte de carga viva está sendo fiscalizada com rigor, pois não se sabe se os animais são portadores de alguma doença”.

Para a gripe aviária, a intenção do governo chinês é aumentar a produção e ao mesmo tempo evitar o surgimento de focos da doença. Já para o coronavirus, qualquer indício de um novo surto é tratado com novas quarentenas e lockdowns.

“A China está tratando todos esses problemas com muito rigor, adotando tecnologias que facilitam a detecção de problemas sanitários, por exemplo. Além disso, a profissionalização dos criadores tem sido adotada e isso irá permitir uma estabilização da oferta de proteína animal no país”, explicou.

Dessa forma, o controle e a organização fazem com que o país venha retomando aos poucos seu ritmo. Inclusive na logística, com os portos redistribuindo contêiners até mesmo para países vizinhos. Com essa metodologia calma e eficaz, o país asiático vai liberando navios cargueiros para seus países de origem.

“Agora que a China está retomando as atividades, muitos outros países impuseram barreiras sanitárias por causa do Coronavírus. Então os portos estão remanejando contêineres, fazendo a distribuição do que estava parado, para então liberá-los”.

Sobre a demanda por carnes, Gabriel salientou que o paladar do povo chinês está se adaptando pela carne bovina e prevê um aumento na demanda por esse tipo de proteína animal. Segundo ele, a economia chinesa permitiu que sua população tivesse uma boa renda média nos últimos anos, o que possibilitou um aumento da classe média e a popularização de alimentos com maior valor agregado. “Dessa forma, conforme a epidemia por coronavírus for acabando, essa tendência deve se fortalecer ainda mais”.

Fonte:   noticiasagricolas.com

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