Depoimento de Malouf é adiado e defesa de Taques espera provas de delator

Os réus no processo proveniente da Operação Rêmora, Alan Malouf, Permínio Pinto, Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis tiveram seus depoimentos suspensos na manhã desta terça-feira (02) e remarcados para 19 de agosto, às 09 horas, na 7ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá.

A juíza Ana Cristina Silva Mendes, do gabinete II da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ouviu nesta terça-feira, apenas os empresários da construção civil Giovani Belatto Guizardi, da Construtora Dínamo, e Ricardo Augusto Sguarezi, dono da Aroeira. Guizardi que também é réu no processo será ouvido novamente no mesmo dia dos outros réus.

Nos depoimentos, os dois empresários, tanto Giovani Guizardi, como Ricardo Sguarezi, ouvido na condição de testemunha de acusação, detalharam como o processo era desenvolvido para encaminhar e possibilitar a liberação das verbas destinadas ao pagamento de obras de construção e reforma de unidades escolares em Mato Grosso.

Eles reafirmaram, de acordo com as informações que constam nos autos, que o esquema atendia o interesse de construtores que prestavam serviços para a Secretaria de Educação (Seduc), por meio de licitação.

Em 1° de agosto será ouvido Luís Fernando da Costa Rondon, empresário da Construtora Panamericana, que prestará depoimento como colaborador. Nesta mesma data também serão ouvidas algumas testemunhas de defesa.

Os réus são acusados de participar do esquema de pagamento e recebimento de propina para garantir a liberação de verbas na Seduc, entre 2015 e 2016.

Defesa de Taques: O ex-governador Pedro Taques (PSDB) é citado na delação premiada do empresário Alan Maluf, como um dos beneficiários no esquema de caixa dois da Seduc. O advogado Emanuel Figueiredo que defende Taques esteve na audiência desta manhã para acompanhar os depoimentos, mas foi impedido de assistir.

No entanto, ele disse para imprensa que não existe nenhuma prova que comprove a participação do seu cliente. “Muito pelo contrário, as provas que foram anunciadas, de que existia um whats do governador mandando facilitar, não existe. Não é que ela não foi juntada”, destacou.

Para justificar sua presença no local, ele explicou que esperava saber o que iriam apresentar para avalizar o que foi dito em delação. “Quero saber o que vão apresentar para corroborar com o que disseram. Uma coisa é acusar, outra é provar. A delação é meio de prova, é o que estamos acompanhando aqui”.

VG Notícias

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