Diabetes causa 22% de complicações que levam a óbitos em MT

No Estado, estima-se que em torno de 60 mil pessoas com idade acima de 20 anos tenham diabetes mellitus

No Estado, estima-se que em torno de 60 mil pessoas com idade acima de 20 anos tenham diabetes mellitus

Em Mato Grosso, o diabetes é responsável por 22% das complicações que levaram a óbito pessoas com a Covd-19.

Também é a segunda comorbidade no ranking das doenças pré-existentes em pacientes com o diagnóstico do coronavírus, que causa a doença.

A hipertensão aparece em primeiro lugar, com 32% dos casos. Os dados foram divulgados neste sábado (27) pela Secretaria de Estado de Saúde.

Neste dia 27, é rememorado o Dia Internacional das Pessoas com Diabetes. Por isso, especialistas da secretaria alertam para a importância do diagnóstico precoce, o tratamento e cuidados especiais neste momento de pandemia, como as formas de prevenir complicações e até mortes em decorrência da doença, que já atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil.

No Estado, estima-se que em torno de 60 mil pessoas com idade acima de 20 anos tenham diabetes mellitus, doença crônica não transmissível, que ocorre quando há baixa produção ou má absorção da insulina pelo organismo.

A médica endocrinologista Luciana Diniz, da equipe do Ambulatório de Diabetes do Cermac, esclarece sobre os principais sintomas da doença.

“Podemos afirmar que 50% dos casos serão assintomáticos e a maioria vai acabar descobrindo a doença ao acaso fazendo exames de rotina. Nos demais, poderão aparecer os sintomas clássicos: muita urina, muita sede, muita fome e perda de peso. Outros sintomas como fraqueza, cãibras, embaçamento visual, e infecções de repetição, como furúnculos, infecção urinária e erisipelas, também podem ocorrer”, disse.

O diagnóstico da diabetes deve ser sempre realizado pelo sangue venoso.

Como tratamento, a insulina é um hormônio que regula as taxas de glicose (açúcar) no sangue e sua função é quebrar as moléculas de glicose, garantindo energia para o organismo.

O aumento da glicose no sangue ao longo do tempo pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, a diabetes pode levar à morte.

As pessoas com diabetes devem vacinar-se contra a Influenza por serem consideradas grupo prioritário. O tratamento do diabetes é ofertado pelo SUS na rede da atenção primária.

No Brasil, cerca de 90% das pessoas com a doença têm diabetes tipo “1”, que aparece comumente na infância, adolescência e adultos jovens (mas pode surgir no adulto) e seu tratamento exige a aplicação diária da insulina injetável.

O diabetes tipo “2” está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados (colesterol alto), hipertensão e hábitos alimentares inadequados.

Por meio da assessoria de imprensa, a coordenadora do setor de atenção às doenças crônicas da Ses, Ana Carolina Landgraf, a melhor forma de prevenir o diabetes é adquirir hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação adequada, evitar o consumo de álcool, de tabaco e outras drogas.

“Não suspendam o uso dos medicamentos amplamente utilizados para o diabetes e reconhecidos mundialmente pelos protocolos clínicos, principalmente neste momento de pandemia da Covid-19”.

A médica endocrinologista Cristianne Serafim Feuser, que atua no Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) e é teleconsultora do Núcleo Telessaúde MT, esclarece que, em geral, pessoas com todas as formas de diabetes têm um risco aumentado de infecção devido à imunidade.

Há maior dano celular, hiperinflamação e insuficiência respiratória.

Além disso, níveis de inflamação e de coagulação são mais altos em pacientes com Covid-19 e diabetes, sugerindo que estas pessoas têm maior chance de evoluírem para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, que seria a forma agravada da Covid-19.

Fonte:  diariodecuiaba.com

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