Ex-secretário revela que recebeu mala de dinheiro de alvo da Lava Jato para ex-deputado de MT

 

O ex-secretário de Estadode Educação, Permínio Pinto (PSDB), admitiu ter sido o operador financeiro do ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB em Mato Grosso, Nilson Leitão (PSDB), durante o seu primeiro mandato na Câmara Federal. Permínio revela que teria operado mais de R$ 1 milhão para pagamentos e financiamento de campanha via caixa 2.

Em sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano afirma ter ido algumas vezes em São Paulo, buscar malas de dinheiro com Ubiratan Queiroz, do Grupo Galvão, que também está envolvida na Operação Lava Jato. Em um dos trechos contido no Termo 20 da colaboração, Permínio Pinto diz que se encontrou com o empresário a pedido de Nilson Leitão no hotel Blue Tree, quando Ubiritan entregou ao declarante uma valise de tecido [bolsa], de cor preta, contendo R$ 150 mil, em notas de R$ 100, diz trecho do depoimento que A Gazeta teve acesso.

De acordo com o delator, logo após receber a bolsa com dinheiro, ele se dirigiu a uma agência bancária, onde depositou em uma conta específica a mando de Leitão. Permínio explica ainda que essa conta, da qual ele e Nilson Leitão tinha a senha, era utilizada para efetuar vários pagamentos a mando do ex-deputado.

O ex-diretor da extinta CAB Ambiental, Ítalo Joffily Neto, seria o elo entre Nilson Leitão e o Grupo Galvão, segundo o delator. Esta ligação teria se iniciado entre 2009 e 2010, quando Leitão teria realizado consultorias para as empresas do Grupo Galvão que presta vam serviços de água e esgoto no Estado.

Já em 2014, Permínio, que trabalhava no gabinete de Nilson Leitão em Brasília, teria retornado a São Paulo para buscar uma valise de tecido, com R$ 139 mil em dinheiro. No mesmo ano, Permínio diz que se encontrou com o ex-ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), que na época era deputado federal, no aeroporto de Congonhas em São Paulo.

O delator diz ainda que o ex-ministro teria lhe indicado um escritório de advocacia em São Paulo para que o mesmo fosse buscar dois envelopes, contendo dinheiro. Um com R$ 69 mil e outro com R$ 98 mil.

O montante teria sido depositado em contas indica das por Leitão, onde o ex-secretário operava, realizando pagamentos e depósitos a mando de Leitão.

Ex-secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB) contou em delação premiada que utilizou o valor de  mais de R$ 1 milhão, em caixa dois, para financiar também  as campanhas eleitorais dos deputados Wilson Santos, Carlos Avalone e Guilherme Maluf, todos de seu partido, em 2014. Este último renunciou à cadeira no parlamento para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além desses, haveria um quarto beneficiado, identificado apenas pela sigla AV, que Permínio diz não se lembrar quem é. As outras siglas de identificação de tucanos eram WS, AVA e GUI

Permínio afirmou que recebia valores a mando de Nilson Leitão (PSDB), presidente do partido à época, para fazer pagamentos de campanhas enquanto era titular da Seduc no governo Pedro Taques (PSDB). Para isso, usava até mesmo uma conta corrente pessoal para receber os depósitos, já que os recursos chegavam até ele em espécie.

Num desses depósitos, recebeu R$ 175 mil para distribuir nas citadas candidaturas, sempre dinheiro não declarado. A grana fora doada pela Editora Terra do Saber Ltda e, sempre segundo Permínio, Leitão revelou que essa editora também doou recursos não contabilizados para a campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB) por meio do primo, Paulo Taques.

A delação premiada do ex-secretário de Pedro foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na narrativa para esmiuçar o esquema aos ministros, detalhes como o de que Permínio foi “algumas vezes” até o ninho número 1 do tucanato, São Paulo, buscar malas de dinheiro com Ubiratan Queiroz, do Grupo Galvão, também enredada na Operação Lava Jato.

Pinto diz que se encontrou com Queiroz no Hotel Blue Tree a pedido de Leitão. Lá, o empresário entregou ao ex-secretário uma valise de tecido preta com R$ 150 mil em notas de R$ 100.

Logo após receber a bolsa com dinheiro, o operador financeiro do esquema fraudulento do PSDB dirigiu-se a uma agência bancária e o depositou em uma conta específica indicada por Leitão. Permínio contou que a conta, da qual somente ele e o presidente Leitão tinham a senha, era utilizada para fazer os vários pagamentos realizados a mando do ex-deputado federal.

Há mais revelações na delação em curso no STF, como a de que o ex-diretor da extinta CAB Ambiental, Ítalo Joffily Neto, seria o elo entre Nilson Leitão e o Grupo Galvão, desde 2009/2010, quando Leitão realizava consultorias para as empresas do grupo que prestavam serviços de água e esgoto.Em 2014, Permínio Pinto trabalhava no gabinete de Nilson Leitão em Brasília e, submetendo-se à ordem de seu chefe, retornou a São Paulo para buscar valise de tecido recheada com R$ 139 mil.

AEROPORTO

Nesse mesmo ano, Permínio encontrou-se com o ex-ministro das Cidades, deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), no Aeroporto de Congonhas em São Paulo (PSDB). Leitão também enviou Permínio a um escritório de advocacia em São Paulo para buscar dois envelopes com dinheiro.

Os valores seriam R$ 69 mil e R$ 98 mil, dinheiro este depositado em contas indicadas por Leitão e operadas pelo ex-secretário para pagamentos e depósitos fraudulentos.

Fonte:  mtdefato.com\  FOLHAMAX

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