Mauro não acata sugestões de deputados e reunião termina sem propostas

A deputada Janaina Riva declarou que o governador não aceitou nenhuma das três medidas apresentadas pelos parlamentares para tentar encerrar greve dos professores estaduais.

A reunião entre os deputados estaduais e o governador Mauro Mendes (DEM) para pôr fim na greve dos profissionais da Educação terminou sem novidades na tarde desta segunda-feira (17), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

De acordo com a vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), o governador não aceitou nenhuma das três propostas apresentadas pelos parlamentares. Dentre as sugestões colocadas na mesa estavam às possibilidades de prorrogar a lei de dobra salarial em três anos, diferente do que determina a legislação que vale até 2023; a equiparação do salário base dos professores estaduais com outras categorias; e o parcelamento dos 7,67% de reajuste no salário como prevê lei de dobra, aprovada na gestão Silval Barbosa.

“A Assembleia fez as sugestões, mas nenhuma delas havia estudo de impacto financeiro. O Governo chegou a pensar e refletir sobre elas, mas o governador não quer fazer dívida para as próximas gestões. E as demais alternativas, ele, neste momento, decidiu não abrir qualquer tipo de concessão porque senão terá que abrir para todas as categorias. Ou seja, não tem proposta para agora”, revelou Janaina Riva.

A deputada declarou ainda que os parlamentares fizeram sua parte ao trazer as possibilidades ao Governo do Estado, porém, a palavra final é do governador.

“Nós tentamos conversar sobre algumas propostas mais flexíveis, acontece que o governador tem visto esse movimento grevista como, talvez, sendo uma forma de pressionar e depois vem pressão de demais categorias. Então ele entende que não deve enviar qualquer tipo de proposta”, afirmou.

Janaina também pontuou que a decisão do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) foi precipitada e agora precisam encontrar uma solução para encerrar o movimento mesmo sem conseguir os benefícios.

“Vejo o sindicato ansiando uma proposta que pode não vir. Tínhamos dito antes para eles que o Mauro é diferente do ex-governador Pedro Taques e não cederia à pressão. As escolas começaram a fazer assembleias separadas dos sindicatos e, infelizmente, o que eu vejo realmente é um movimento cada vez mais fraco”, destacou a emedebista.

Os servidores da Educação cruzaram os braços no último dia 27 de maio, porém, parte dos grevistas decidiu voltar ao trabalho. Com isso, o movimento perdeu força.

Magistrados da primeira e segunda instância também decidiram a favor do Estado no corte de pontos dos servidores com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O Judiciário também bloqueou 30% das receitas do Sintep para custear o transporte escolar durante a reposição de aulas devido à paralisação e proibiu que os grevistas impedissem os funcionários públicos que queiram trabalhar durante a greve geral

Repórter MT
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