Milho: dólar impulsiona cotações no mercado brasileiro

Chicago cai enquanto espera relatório do USDA

A segunda-feira (15) chega ao final com poucas movimentações para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única desvalorização percebida foi em Luís Eduardo Magalhães/BA (2,63% e preço de R$ 37,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Porto Paranaguá/PR (1,12% e preço de R$ 45,00), Jataí/GO (6,06% e preço de R$ 35,00) e Rio Verde/GO (6,06% e preço de R$ 35,00).

Confira todas as cotações desta segunda-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho terminou a semana anterior pressionado. “As ofertas tem aumentado a disponibilidade do cereal nas principais praças. Por outro lado, o dólar mostrou reação. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$48/sc, CIF, 30d”.

A Agrifatto Consultoria ainda apontou que, com o dólar dando sustentação, o milho no mercado físico brasileiro voltou a se valorizar. “Mesmo com a parcial sustentação oferecida pela valorização do dólar, a oferta de milho que está aos poucos sendo despejada no mercado, interrompe qualquer valorização que possa ser observada”.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) operou durante todo o dia em alta para os preços futuros do milho. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,99% e 1,56% por volta das 16h00 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 tinha valor de R$ 44,31 com ganho de 1,16%, o setembro/20 valia R$ 43,67 com valorização de 1,56% e o novembro/20 era negociado por R$ 46,01 com elevação de 0,99%.

Foram as movimentações cambiais que guiaram as cotações do cereal nesta segunda-feira. O dólar era cotado à R$ 5,14 com alta de 1,86% por volta das 16h46 (horário de Brasília).

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro registraram desvalorizações nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações operaram com movimentações negativas entre 0,75 e 1,50 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,29 com baixa de 0,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,33 com perda de 0,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,41 com desvalorização de 1,50 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,53 com queda de 1,50 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,30% para o julho/20, de 0,30% para o setembro/20, de 0,58% para o dezembro/20 e de 0,28% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho enfraqueceram devido às previsões de chuvas que impulsionam a safra no Meio-Oeste, o que deverá aliviar o impacto do recente clima quente. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) irá divulgar seu nome acompanhamento das safras ainda hoje.

Além disso, o enfraquecimento dos preços do petróleo também pesou no futuro dos grãos na segunda-feira, à medida que os casos de Coronavírus continuam aumentando, alimentando o medo de que novos bloqueios possam prejudicar a recuperação econômica e diminuir a demanda de combustível.

“Os mercados de ações ficaram desagradáveis ​​em todo o mundo, e isso também pesou um pouco”, disse Don Roose, presidente da US Commodities em West Des Moines, Iowa.

 Notícias Agrícolas

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