Milho encerra 4ªfeira com muitas movimentações no mercado físico brasileiro

Estiagem para safrinha segue interferindo nas cotações da B3

O mercado físico brasileiro registrou muitas movimentações positivas e negativas nesta quarta-feira (06). Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as valorizações foram percebidas em Campinas/SP (1,92% e preço de R$ 53,00), Marechal Cândido Rondon/PR (2,67% e preço de R$ 38,50), Londrina/PR (2,67% e preço de R$ 38,50), Ubiratã/PR (2,67% e preço de R$ 38,50), Eldorado/MS (2,82% e preço de R$ 36,50), Sorriso/MT (3,45% e preço de R$ 30,00), Assis/SP (3,57% e preço de R$ 43,50).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Luís Eduardo Magalhães/BA (1,27% e preço de R$ 39,00), Tangará da Serra/MT (2,50% e preço de R$ 39,00), Campo Novo do Parecis/MT (2,56% e preço de R$ 38,00), Rondonópolis/MT (2,56% e preço de R$ 38,00), Oeste da Bahia (3,64% e preço de R$ 39,75), Alto Garças/MT (5,13% e preço de R$ 37,00), Itiquira/MT (5,41% e preço de R$ 35,00) e Brasília/DF (6,67% e preço de R$ 42,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações no mercado físico do milho paulista encontraram sustentação. “Além disto, as incertezas políticas dão o tom de alta no dólar e alimentam a cautela do produtor vender parte dos estoques neste momento. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$49,50/saca, CIF, 30d”.

B3

Para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) a quarta-feira (06) registrou movimentações em campo positivo. As principais cotações operavam com flutuações entre 0,10% e 0,78% positivo por volta das 17h14 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era coado à R$ 48,90 com valorização de 0,10%, o julho/20 valia R$ 45,94 com elevação de 0,31%, o setembro/20 era negociado por R$ 44,30 com alta de 0,11% e o novembro/20 tinha valor de R$ 46,46 com ganho de 0,78%.

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio, colheita e comercialização das principais safras do estado.

Para a segunda safra, as lavouras se dividem com 4% já em maturação, 25% em frutificação, 39% em floração e 32% ainda em descanso vegetativo. Quanto à qualidade destas áreas, 61% estão boas, e 33% estão em médias e 6% com condições ruins. No último levantamento divulgado à uma semana, ainda eram 80% das áreas com boas condições no estado, uma queda de 19 pontos percentuais.

Mercado Externo

Já na Bolsa de Chicago (CBOT) a quarta-feira (06) foi de queda para os preços internacionais do milho futuro.  As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,25 e 3,00 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/20 foi cotado à US$ 3,11 com baixa de 1,25 pontos, o julho/20 valeu US$ 3,14 com perda de 2,75 pontos, o setembro/20 foi negociado por US$ 3,20 com desvalorizações de 3,00 pontos e o dezembro/20 teve valor de US$ 3,31 com queda de 3,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,64% para o maio/20, de 0,95% para o julho/20, de 0,93% para o setembro/20 e de 0,90% para o dezembro/20.

Segundo informações da Agência Reuters, o milho caiu em Chicago nesta quarta-feira após uma retração no petróleo. O otimismo de que as usinas de etanol à base de milho possam reabrir ajudou os futuros a recuarem, pois a Administração de Informações de Energia dos EUA relatou aumento da produção de etanol pela primeira vez desde 4 de março, enquanto os estoques de etanol reduziram 725.000 BBLS.

“As plantas estão reabrindo novamente. É provável que você veja um ioiô. As plantas vão reformular, ultrapassarão a demanda. Então, os estoques aumentarão e terão que desacelerar novamente até que o equilíbrio seja encontrado”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading.

 Notícias Agrícolas

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