Milho se movimenta pouco nesta terça-feira no Brasil com compradores recuando

 

A terça-feira (19) chegou ao final com poucas movimentações, predominantemente com elevações, para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações no Oeste da Bahia (1,30% e preço de R$ 38,00) e em Rio Verde/GO (2,70% e preço de R$ 36,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Brasília/DF (0,50% e preço de R$ 40,20), Ponta Grossa/SP (2,33% e preço de R$ 44,00), Rio do Sul/SC (2,38% e preço de R$ 43,00) e Campo Novo do Parecis/MT (2,78% e preço de R$ 37,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira.

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos aponta que o mercado paulista físico de milho está praticamente de lado, mas o comprador está recuado neste momento. “O volume de negócios é pequeno, mas algum cereal de fora do estado pressiona parte das cotações. As referências em Campinas-SP tiveram pouca alteração, entre R$50 e R$51/sc, CIF, 30d”.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que, os custos variáveis para o milho safra 2020/21 em Mato Grosso subiram 2,90% durante o mês de abril e ficaram em R$ 2.565,93 por hectare.

Segundo a análise do instituto, a valorização do dólar ante ao real, que acumulou alta de 4,39% no mês, e o aumento nos preços de insumos importados como macronutrientes (4,66%) e fungicidas (10,61%) contribuíram para este resultado.

Os custos operacionais, impactados pela valorização do arrendamento de terra no estado, também se elevaram 2,93% durante abril. Com isso, o ponto de equilíbrio ao produtor mato-grossense fica sendo R$ 20,29 a saca.

“Desta maneira, o produtor deve ficar atento quanto as variações das suas margens de produção para que consiga cobrir os custos com a lavoura de milho”, aponta o levantamento.

Já o indicador Imea-MT fechou a semana com queda de 1,28%, cotado à R$ 39,10 a saca, após melhora nas condições climáticas do estado.

B3

Já a bolsa brasileira abriu o dia em baixa, mas registrava movimentações positivas para os preços futuros do milho no final desta terça-feira (19). Os principais contratos flutuavam entre 0,84% e 1,85% negativo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,76 com alta de 0,84%, o setembro/20 valia R$ 45,58 com valorização de 1,85% e o novembro/20 era negociado por R$ 47,92 com elevação de 1,10%.

As preocupações com o desenvolvimento da segunda safra de milho seguem atuando nas cotações. A consultoria AgRural fez um novo corte em sua estimativa de produção da safrinha caindo para 70,7 milhões de toneladas em todas as regiões brasileiras.

A consultoria cita perdas em praticamente todas as áreas produtoras, mas destaca o estado do Paraná com o local em que a quebra será maior.

Mercado Externo

Para a Bolsa de Chicago (CBOT) a terça-feira (19) foi de leves elevações para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,50 e 1,50 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,21 com valorização de 1,50 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,25 com alta de 1,25 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,34 com ganho de 1,50 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,46 com elevação de 1,25 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,31% para o julho/20, de 0,31% para o setembro/20, de 0,60% para o dezembro/20 e de 0,29% para o março/21.

Segundo informações segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho aumentaram em cobertura e compras técnicas e atingiram o maior nível desde 24 de abril.

Os agricultores dos Estados Unidos plantaram 80% de sua área cultivada de milho, disse o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O plantio da cultura estava bem à frente do ritmo típico, mas está atrás das previsões do mercado.

A publicação destaca ainda que os ganhos no mercado de petróleo bruto também aumentaram a força do milho na esperança de que a demanda por etanol aumente à medida que os motoristas retornarem às estradas.

“Mais áreas estão começando a emergir dos bloqueios por Coronavírus, o que pode estimular mais demanda por combustível à base de etanol à base de milho”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities do INTL FCStone.

Notícias Agrícolas

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