Milho segue se valorizando no Brasil; contrato setembro na B3 subiu 10% no mês

A sexta-feira (31) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças pesquisadas.

Já as valorizações apareceram em Palma Sola/SC (1,10% e preço de R$ 46,00), Pato Branco/PR (1,14% e preço de R$ 44,20), Cascavel/PR (1,15% e preço de R$ 44,00), Eldorado/MS (1,23% e preço de R$ 41,00), Ubiratã/PR, Cafelândia/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,28% e preço de R$ 43,00), Tangará da Serra/MT (1,35% e preço de R$ 37,50), Campo Novo do Parecis/MT (1,39% e preço de R$ 36,50) e Cândido Mota/SP (3,49% e preço de R$ 44,50).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, nos dias finais desta semana, o mercado físico paulista do milho deu uma guinada. “Mesmo com a melhora das condições de lavoura dos EUA e o avanço rápido da colheita no Brasil, a oferta nas cooperativas segue travada, o que deu firmeza para as cotações”.

A colheita da segunda safra de milho no Brasil segue avançando. Conforme os últimos dados dos institutos estaduais, o Mato Grosso já colheu 86,88% das lavouras, Paraná 26%, Goiás 70%, Maranhão 60%, Mato Grosso do Sul 8,4% e Minas Gerais mais de 50%.

“O mercado brasileiro de milho, manteve preços sustentados na maior parte das regiões, apesar da evolução da colheita da safrinha. A volatilidade do câmbio mexeu com o mercado nos portos e também influenciou a comercialização no interior. A oferta mostrou-se ajustada à demanda, o que determinou o suporte às cotações do cereal”, relata a agência SAFRAS & Mercado.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante toda a sexta-feira em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,74% e 2,72% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 51,00 com valorização de 2,72%, o novembro/20 valia R$ 51,90 com ganho de 1,86%, o janeiro/21 era negociado por R$ 52,50 com elevação de 1,74% e o março/21 tinha valor de R$ 52,45 com alta de 1,94%.

De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, este é mais um dia de pressão para cima nos preços do milho. “O atraso na colheita traz dificuldade no fechamento de negócios, os poucos lotes que chegam ao mercado são bem disputados”.

As flutuações cambiais também seguem dando sustentação aos contratos do cereal brasileiro. Por volta das 16h32 (horário de Brasília), o dólar subia 1,13% e era cotado à R$ 5,21.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro abriram o dia em alta, mas perderam força ao longo do dia. As principais cotações registraram movimentações máximas de 0,25 pontos ao final da sexta-feira.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,16 com elevação de 0,25 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,27 com alta de 0,25 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,38 com estabilidade e o maio/21 teve valor de US$ 3,46 com ganho de 0,25 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,31% para o setembro/20, de 0,31% para o dezembro/20 e de 0,29% para o maio/21, além de estabilidade para o março/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam perdas de 3,07% para o setembro/20, de 2,39% para o dezembro/20, de 2,31% para o março/21 e de 1,98% para o maio/21 na comparação com a última sexta-feira (24).

Já na comparação mensal, os futuros do milho em Chicago acumularam desvalorização de 7,33% para o setembro/20, de 6,57% para o dezembro/20 e de 6,37% para o março/21, com relação ao fechamento do dia 30 de junho.

Segundo informações da Agência Reuters, o futuro do milho foi pouco alterado, ancorado pelo clima benigno na maior parte do cinturão agrícola do Meio-Oeste que favoreceu os bons rendimentos.

“Os futuros de milho foram fracamente mais fracos e prontos para um declínio mensal, com o clima favorável à colheita aumentando a probabilidade de uma safra abundante nos Estados Unidos, compensando o apoio das vendas de grãos para a China”, aponta Julie Ingwersen da Reuters Chicago.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou na quinta-feira que os agentes chineses compraram a maior carga diária de milho dos EUA, comprando 1,937 milhão de toneladas, a mais recente de uma série de grandes compras nos EUA, mesmo com o aumento das tensões entre Washington e Pequim.

“O USDA relatou pesadas vendas de exportação para a China, mas isso não resultou em um ganho de preço sustentado”, observou Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália.

Notícias Agrícolas

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