Milho sobe no Brasil nesta 6ªfeira com produtor capitalizado e fora do mercado

Chicago caiu com perspectiva de grande safra

A sexta-feira (07) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já os ganhos apareceram em Porto Paranaguá/PR (0,96% e preço de R$ 52,50), Cândido Mota/SP, Não-Me-Toque/RS, Cascavel/PR, Cafelândia/PR, Itapetininga/SP, Palma Sola/SC, Pato Branco/PR (2,21% e preço de R$ 46,20), Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS, Oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães/BA, Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT (5,41% e preço de R$ 39,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os preços do milho no mercado físico fecharam a semana em alta. “A colheita avançou em nas principais regiões produtoras com o clima favorável. Por outro lado, a valorização do dólar deu suporte para o cereal”.

A Agrifatto Consultoria destaca também que, o milho continua seu rally de alta no mercado físico com a cotação do cereal subindo e flertando com os R$ 53,00/SC em São Paulo. “Mesmo com o avanço da colheita do milho no Paraná e no Mato Grosso do Sul, a pressão negativa que a oferta poderia causar não surte efeitos”.

O chefe do setor de grãos da Datagro Consultoria, Flávio França, considera que 72% desta segunda safra brasileira já foi negociada, contra a média de 66% dos últimos anos. Já a última safra verão está 87% negociada, contra a média de 77%.

“O produtor já vendeu antecipado e agora retém a venda preocupado em cumprir os contratos já firmados. A colheita no país está em 70%, mas tudo isso está sendo destinado para estes contratos. Sem novos negócios o preço não sede. Pelo contrário, sobe em plena colheita já que não há disponibilidades de ofertas novas”, comenta França.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante toda a sexta-feira em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,19% e 1,86% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 54,75 com valorização de 1,86%, o novembro/20 valia R$ 55,10 com ganho de 1,19%, o janeiro/21 era negociado por R$ 55,70 com alta de 1,72% e o março/21 tinha valor de R$ 55,09 com elevação de 1,27%.

As flutuações cambiais também registravam ganhos para o dólar neste último dia da semana. Por volta das 16h24 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,41 com alta de 1,65%.

Para Flávio França, é possível que haja uma queda nas cotações do cereal entre os meses de setembro e outubro, quando os produtores podem começar a negociar novos contratos do milho, mas isso seria ainda um fator positivo pensando nas exportações deste ano.

“Já temos, pelo menos, 28 milhões de toneladas vendidas para exportação então restam entre 5 e 7 milhões para atingirmos o que é esperado. Hoje o milho brasileiro é competitivo ante ao americano e ao argentino, mas esses preços atuais não ajudam na paridade de exportação. Assim, será preciso que o preço nos portos caia entre 3 e 4 reais dos atuais R$ 52,00 para impulsionar este restante”, explica França.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro perderam força nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 2,50 e 3,50 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,07 com desvalorização de 3,50 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,20 com baixa de 3,00 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,32 com queda de 2,75 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,41 com perda de 2,50 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,29% para o setembro/20, de 0,93% para o dezembro/20 e de 0,90% para o março/21 e de 0,58% para o maio/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam quedas de 2,85% para o setembro/20, de 2,14% para o dezembro/20, de 1,78% para o março/21 e de 1,45% para o maio/21 na comparação com a última sexta-feira (31).

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho foram cortados por outra rodada de vendas técnicas na sexta-feira, empurrando os preços mais 1% para baixo.

“Foi uma semana difícil, considerando todos os aspectos, com os contratos perdendo 2,3% de seu valor desde a abertura de segunda-feira”, aponta o analista Bem Potter.

Na próxima semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgará seu relatório de estimativa de oferta e demanda agrícola mundial (WASDE) de agosto, e os analistas esperam que a agência mostre rendimentos médios de 180,4 bushels por acre (188,7 sacas por hectare), para uma produção total de 15,170 bilhões de bushels (358,318 milhões de toneladas).

“Ambos os números seriam maiores do que as estimativas de julho do USDA”, destaca Potter.

A publicação aponta que, os traders agora esperam safras de milho recordes ou quase recordes neste outono. “Embora a demanda de exportação tenha aumentado e sido impressionante, a noção de uma safra de 15 bilhões de bushels (381 milhões de toneladas) ofusca tudo no momento”

Notícias Agrícolas

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