Milho sofre influência do dólar e sobe no mercado brasileiro nesta quarta-feira

Chicago se recuperou de perdas após números do etanol

A quarta-feira (17) chega ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro subindo. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Ponta Grossa/PR (2,27% e preço de R$ 43,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Pato Branco/PR (1,29% com preço de R$ 39,20), Marechal Cândido Rondon/PR, Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,33% e preço de R$ 38,00), Eldorado/MS (1,41% e preço de R$ 36,00), Campinas/SP (2,04% e preço de R$ 50,00), Itapetininga/SP (2,13% e preço de R$ 48,00), Cascavel/PR e Cafelândia/PR (2,70% e preço de R$ 38,00) e Campo Novo do Parecis/MT (3,13% e preço de R$ 33,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações do cereal no Brasil segue sentido a pressão dos avanços dos trabalhos de colheita nas principias regiões produtores.

Em seus últimos boletins semanais divulgados, o Imea reportou colheita em 8% no estado do Mato Grosso e o Deral registrou 3% das lavouras já colhidas no Paraná.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) começou o dia caindo para os preços futuros do milho, mas se recuperou ao longo do dia. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,25% e 1,80% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 45,30 com valorização de 1,80%, o setembro/20 valia R$ 44,30 com alta de 0,91%, o novembro/20 era negociado por R$ 46,91 com elevação de 0,88% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 48,00 com ganho de 0,25%.

Quem mais uma vez ditou o rumo das cotações do cereal no Brasil foi o câmbio. O dólar subia 0,26% por volta das 16h48 (horário de Brasília) e era cotado à R$ 5,25.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro terminam a quarta-feira (17) registrando movimentações em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações flutuaram entre 0,25 pontos negativos e 1,25 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,30 com alta de 1,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,35 com ganho de 0,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,42 com estabilidade e o março/21 teve valor de US$ 3,53 com queda de 0,25 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,30% para o julho/20 e de 0,30% para o setembro/20, perdas de 0,28% para o março/21, além de estabilidade para o dezembro/20.

Segundo a Agência Reuters, os preços do milho se recuperaram após abrir o dia caindo e terminaram em território positivo com o aumento do uso de etanol, mas limitados pela pressão do clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

A publicação destaca que a produção de etanol continua a aumentar e os estoques do combustível à base de milho estão diminuindo, de acordo com a Agência de Informações Energéticas dos EUA em seu relatório semanal, mas não o suficiente para instigar confiança, disseram traders.

“Quando você tem um excedente tão grande e tem uma demanda fraca, não muda de opinião com facilidade”, disse David Hightower, presidente do relatório Hightower.

A produção semanal de etanol aumentou para 841.000 barris (bbls) por dia, com os estoques semanais caindo para 21,35 milhões de barris.

Enquanto isso, as previsões meteorológicas do Meio-Oeste dos EUA para chuvas e temperaturas mais baixas na próxima semana atenuaram a preocupação com o milho estressado após um recente período quente e seco.

“O milho é afetado pelo clima, tanto quanto por considerações de demanda, e o clima parece bastante promissor aqui”, disse Jack Scoville, analista de futuros do Price Futures Group.

 Notícias Agrícolas

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