Mourão critica pedidos de impeachment: “Deixa o cara governar, pô!”

Vice-presidente defendeu gestão da pandemia do Governo Bolsonaro

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) criticou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada neste domingo os pedidos de impeachment do atual presidente, Jair Bolsonaro. Para o general da reserva, há uma espécie de banalização no uso desse mecanismo no país.

“Não vejo hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro. Aqui no Brasil qualquer coisa é impeachment, né? Deixa o cara governar, pô!”.

Um dos pontos mais criticados pelos autores dos pedidos de afastamento de Bolsonaro é a reação do seu governo ao coronavírus. Mourão, na entrevista, defendeu a gestão da pandemia, que considerou correta, embora ele acredite que tenha havido “problemas de comunicação”.

“Fomos muito criticados, mas o tratamento precoce impede que a pessoa adquira sintomas mais graves e vá para o hospital, independentemente de discutir se é o remédio A, B ou C. Talvez (pudesse ter tido) uma comunicação mais eficiente”, afirmou.

Mourão também falou sobre a vacinação contra a covid-19, iniciada em mais de 57 países, mas ainda não no Brasil. “Todo mundo diz que tal lugar começou a vacinar. Mas quantos se vacinaram nesses locais? O único país que realmente está em uma fase final de vacinação é Israel. Mas qual é a população de Israel? Menor que a da capital de São Paulo”, comparou.

O vice-presidente somou-se às críticas que Bolsonaro faz ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e disse que ele “acabou metendo os pés pelas mãos” na questão da Coronavac.

“O governador Doria virou garoto-propaganda da vacina e acabou metendo os pés pelas mãos. Apareceu na TV para dizer que a vacina tinha um valor ‘x’ de eficácia, quando não era verdade. Em nenhum momento ele compareceu para se retratar. Isso não revela boa gestão“.

Filiado ao PRTB, o general defendeu a política de alianças do Planalto, focada no Centrão -agremiação de partidos sem coloração ideológica- apesar de eles terem sido amplamente criticados pelo candidato Jair Bolsonaro na campanha de 2018.

“No começo, o governo buscou o relacionamento com o Congresso na base das bancadas temáticas. Mas as frentes parlamentares votam junto apenas para assuntos específicos. Aí chegou-se à conclusão que era necessário reunir um grupo de partidos que apoiassem as pautas principais do governo. E qualquer reunião de grupos de partido, no Congresso que temos hoje, passa pelo Centrão. Não tem como fugir do Centrão”, justificou.

Instado a falar sobre as eleições presidenciais de 2022, Mourão disse que não vê adversários fortes contra o atual presidente.

“Hoje eu não vejo adversário para o presidente Bolsonaro. O que é mais destacado como concorrente é o governador Doria, mas eu julgo que o presidente continua vencendo. Talvez o pior opositor para nós mesmos seja não conseguir realizar o que temos de realizar. Acho que Luciano Huck é fogo de palha. Na hora H, sai fora”.

Fonte:     noticiasagricolas.com

Add Comentários