MT: Candidato à Reeleição: Prefeito reafirma que é inocente no “Escândalo do Paletó”

Emanuel Pinheiro insiste em que dinheiro recebido de Silval era de um irmão, e não propina

Quando era deputado estadual, Emanuel Pinheiro foi filmado recebendo dinheiro de assessor de Silval Barbosa

Em entrevista coletiva pela internet, na tarde desta quarta-feira (23), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) reafirmou que é inocente na ação em que a Justiça Federal o tornou réu, no que se convencionou chamar de “Escândalo do Paletó”.

O prefeito da Capital é acusado de receber propina no Governo Silval Barbosa, quando era deputado estadual, entre 2010 e 2013.

A base para a acusação é um vídeo em que o emedebista aparece recebendo maços de dinheiro, supostamente de propina.

Pinheiro falou pela primeira vez como candidato à reeleição.

E disse que o dinheiro recebido na ocasião – cerca de R$ 20 mil -, na verdade, seria para o seu irmão, Marco Polo Pinheiro, o “Popó”, e seria como pagamento de uma pesquisa eleitoral, supostamente realizada durante campanha de Silval, em 2010.

Pinheiro voltou a dizer que os seus adversários políticos usaram o vídeo para tentar manchar sua imagem e o condenar antecipadamente.

“Em maio de 2018, eu fui ouvido pela Polícia Federal. E, desde lá, tenho contado a verdade, e é uma verdade só. Tentaram jogar a sociedade contra mim e criar um clima de condenação antecipada pelas imagens serem forte”, disse.

“Uma parte praticamente já me condenou, quando, na verdade, é agora que começa o processo e eu poderei provar minha inocência”, completou o prefeio.

AS IMAGENS – O vídeo, amplamente divulgado, desde 2017, mostra Emanuel  Pinheiro recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa, e colocando dentro do seu paletó.

O fato deu origem ao denominado “Escândalo do Paletó”.

O prefeito afirmou que era a “pessoa errada, no dia errado”.

“Vou provar no processo que esse dinheiro o delator Silvio Correa devia ao meu irmão, Popó, e quase saiu em uma briga violenta com meu irmão. Eu recebi, mas eu era pessoa errada na hora errada”, afirmou.

“Depois para salvar a delação [de Silvio e Silval Barbosa], eles tiveram que me empurrar nessa história. E, agora, é a palavra dele contra a minha”, disse.

O prefeito disse que Silvio Correa terá que provar que o dinheiro pego por ele era, na verdade, propina.

“Estavam armando para outros, não sei para quem, e para salvar a delação o réu confesso teve que me empurrar dentro da delação e agora é a palavra dele contra a minha. No relatório da Polícia Federal eles dizem que ‘de fato é incontroverso’, ou seja, não há dúvida de que o Silvio devia para o Popó. E depois disso, inclusive, popó o executou”, afirmou.

“Tenho provas testemunhais e materiais. Eu irei provar que esse recurso era parte de uma dívida de pesquisa e que eles estavam para sair nas vias de fato”, completou.

MENSALINHO – No dia 11 deste mês, o juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, acatou a denúncia feita pelo MPF contra Emanuel Pinheiro e outros nove deputados da época.

A ação apura suposto pagamento de “mensalinho” a deputados na gestão Silval.

Para o MPF, o dinheiro seria uma espécie de “mensalinho” pago aos parlamentares na Assembleia Legislativa, para garantir sustentação do Governo de então.

Todos eles foram gravados em vídeo por Sílvio Correa.

Os denunciados são: José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antônio de Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina Luiz (Airton Português) e José Domingos Fraga.

Fonte:    diariodecuiaba.com

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