MT: Gilberto dispara que “rasgaram R$ 20 milhões” com ETA e Chapada está sem água

 

O ex-prefeito de Chapada dos Guimarães, Gilberto Mello (PL), em entrevista ao programa Tema Livre, transmitido pela TVG, canal 16.1, disparou que o poder público “jogou fora” R$ 20 milhões, segundo ele, ao insistirem nas obras de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água do município, com a capitação do Zelito. O político afirma que, quando a frente da gestão, foi alertado por técnicos, que os investimentos nesse projeto seriam inviáveis.

“Não tem água em Chapada! Essa obra é um ‘elefante branco’. Um projeto mal feito, me desculpem. Sou muito franco em falar e não tenho medo, falei isso lá atrás. Rasgaram dinheiro, jogaram dinheiro fora, dinheiro público, dinheiro nosso, dinheiro de nossos impostos jogado fora. Quase R$ 20 milhões jogados fora. Muitos me criticam da forma do meu posicionamento, mas é isso mesmo”, desabafou Gilberto Mello.

O político explicou que após deixar a prefeitura da cidade em 2008, a gestão sucessora, com o ex-prefeito Flávio Daltro, resgatou essa Estação do Zelito, viabilizada por meio de uma emenda da própria prefeita atual, Thelma de Oliveira (PSDB), na época deputada federal, destinando R$ 10 milhões para essa obra, terminando com custo em quase R$ 20 milhões.

“Essa obra da captação do Zelito realizada hoje por R$ 20 milhões, em 2014 custava R$ 4 milhões. Com quase 400 metros de desnível, ia se gastar muito dinheiro no bombeamento dessa água para cidade. Levamos esse projeto para o Governo Blairo Maggi, em 2005 e 2006, onde mostrou-se uma obra inviável. Hoje a prefeitura não consegue pagar a energia do sistema de água, não paga há muito tempo”, relatou Gilberto Mello.

Na avaliação do liberal, que se coloca como pré-candidato a prefeito da cidade, caso seja eleito, ele irá cobrar do Governo do Estado, da empresa construtora da obra Nhambiquaras, cobrar os projetistas, que essa obra seja realmente uma obra viável para Chapada, que ela funcione.

“Vejam o que aconteceu. Queimou uma das bombas, após o prazo de garantia, discutiram quem iria arrumar a bomba, que custa quase R$ 300 mil, chegaram num acordo e mandaram essa bomba para conserto, ainda não chegou a bomba e já queimou a segunda bomba. Resultado de uma obra mal feita, puxa sujeira, a obra de capitação foi mal feita. Outro ponto, sucatearam as captações antigas, já que tinha uma capitação nova, com as duas bombas do sistema novo queimadas, hoje estão tentando arrumar os problemas com o sistema antigo dos córregos Buracão, Quineira e o Monjolinho”, relatou Gilberto Mello.

O ex-prefeito disse ainda ser difícil para a cidade essa situação de Chapada estar sem água, pois um dos grandes atrativos de renda é o turismo regional, daquelas pessoas que moram em Cuiabá e Várzea Grande e adoraram Chapada como segunda casa. “Esse turismo gera muito emprego na cidade. Como que essas pessoas vão para Chapada com essa situação de hoje, sem água. O pessoal da Chapada sofre e grita sem água e os turistas também sofrem e grita sem água”, comentou.

Fonte: oatual.com

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