MT: Idosa sofre com falta de fraldas geriátricas na rede municipal de Saúde

 

A família de uma moradora do bairro Jardim Universitário, em Cuiabá, relata que tem enfrentado dificuldade para retirar fraldas geriátricas para uma idosa na rede pública municipal de Saúde. Parentes afirmam que o material deveria ser adquirido como um benefício alcançado junto ao setor jurídico da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o genro, Jamil Carvalho Mendes, de 49 anos, até o fim de 2018 conseguia retirar o produto no Centro de Saúde do bairro Jardim Imperial. “A partir do início da nova gestão municipal, nós não temos conseguido mais retirar as fraldas e ainda não há previsão para a normalização da entrega”.

Ele conta que a sogra, Francisca Maria de Morais, de 84 anos, sofre de Alzheimer – uma doença neurodegenerativa progressiva que se manifesta apresentando deterioração cognitiva e da memória de curto prazo e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo.

Jamil, que trabalha como arquivista, explica que a idosa está sob seus cuidados e da esposa, que é dona de casa, Mariluce Mendes, há cerca de 7 anos. O casal é o único responsável por cuidar da saúde da senhora, que precisa de cuidados constantes. “Sou o único da família que trabalha e a minha sogra recebe um benefício de um salário mínimo. A renda não dá para arcar com todas as despesas e a situação fica muito difícil”.

Dependentes da aposentadoria e do salário de Jamil, o casal paga a prestação da casa, conquistada por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, e as demais despesas da casa, como remédios, alimentação e vestimentas.

Em maio deste ano, a família conseguiu parecer favorável junto à Defensoria Pública do Estado, que determinou o bloqueio do valor de cerca de R$ 5 mil para a aquisição de fraldas geriátricas para a sogra. Porém, o juiz substituto da 3º Vara da Família, à época, determinou o bloqueio das contas do Governo do Estado. “Quando a juíza titular retornou, verificou que a responsabilidade era, na verdade, do município. Assim, foi determinado o bloqueio na Prefeitura, mas não tivemos mais respostas”, informa.

Alto custo

Sem ter acesso ao material há oito meses, genro precisa comprar um pacote com sete fraldas pelo valor de aproximadamente R$ 20. Diariamente, são utilizadas pela sogra dela três fraldas. “Ao todo, temos que desembolsar cerca de R$ 250 a R$ 270 por mês”.

Com receio de não conseguir custear a compra das fraldas, a família aguarda uma definição por parte da administração municipal.

 O outro lado

Procurada pelo GD a assessoria de imprensa da prefeitura informou que irá consultar o processo junto à Secretaria de Saúde e que se manifestará por meio de nota de esclarecimento.

Fonte: GAZETA DIGITAL

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