MT: Ocupação de UTI Chega a 90%: A 90% Governo diz que situação de leitos de UTI em Mato Grosso “é crítica”

Equipes de regulação encontram grande dificuldade para a transferência dos pacientes aos leitos de Terapia Intensiva

Segundo o Governo, a situação da taxa de ocupação dos leitos públicos de UTI é crítica, à margem dos 90%

Em nota divulgada no site do Governo a Secretaria Estadual de Saúde informa que a situação da taxa de ocupação dos leitos públicos de UTI é crítica, à margem dos 90%.

Segundo a pasta, as equipes de regulação encontram grande dificuldade para a transferência dos pacientes aos leitos de Unidade de Terapia Intensiva.

Acontece que as unidades referenciadas já chegaram à lotação, contando apenas com os leitos de retaguarda – que, pela norma, deveriam ficar disponíveis exclusivamente para a assistência de emergência dos pacientes já internados em enfermaria.

“A gestão estadual, em parceria com as prefeituras, trabalha na ampliação de novos leitos de UTI na Baixada Cuiabana e em todo o Estado. Contudo, já tem dificuldades para encontrar profissionais capacitados, apesar de toda a publicidade dada aos editais de chamamento”, completa a nota.

DIÁRIO, em matéria publicada na manhã desta sexta, já havia adiantado que Mato Grosso não devera ter mais leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para Covid-19 a partir de 30 de junho.

A informação foi dada com base em projeção de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), publicada na última quarta-feira (24).

O estudo reforça que a curva de contágio do novo coronavírus está em ascensão e também aponta que, até o final de julho, o número de casos de doentes precisando de UTI será o dobro do número de leitos disponíveis.

O levantamento consta em nota técnica intitulada “Demanda Por UTIs em Mato Grosso em decorrência da pandemia da Covid-19: situação e projeção para as macrorregiões de Saúde”.

O estudo é elaborado pelos professores Ana Paula Muraro e Lígia Regina de Oliveira, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC); Emerson Soares dos Santos, do Departamento de Geografia; Moisés dos Santos Cecconello, do Departamento de Matemática; e Ruan Carlos Ramos da Silva, do IFMT.

No documento, eles apresentam a oferta e distribuição de leitos clínicos e de UTI para atendimento aos casos da infecção no Estado, além de fazer projeções sobre a evolução da doença e, consequentemente, da demanda por leitos de UTI.

“Pelas estimativas, se a velocidade com que vem surgindo novos casos da doença não sofrer alterações, em poucos dias, poderemos enfrentar o colapso do sistema público de Saúde, com a impossibilidade de atender adequadamente casos graves da doença”, afirmam os pesquisadores.

Curva do contágio do vírus cresce e MT deve ficar sem UTIs.

Fonte:   diariodecuiaba.com

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