MT: STF concede liberdade para conselheiro que foi flagrado rasgando cheques

 

 Ministro Dias Tófoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus ao conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Júlio Teis, preso há um mês pela Polícia Federal, após ser flagrado amassando e jogando cheques em uma lixeira do condomínio que mora, em Cuiabá. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por obstrução de Justiça nos desdobramentos das investigações que resultaram a Operação Ararath

 Advogados de defesa de Teis, que consiste em profissionais de Cuiabá e Brasília, foram responsáveis pelo pedido de HC junto ao STF, julgado na última sexta-feira (31). Na defesa consta que o investigado já havia esclarecido a origem dos cheques à PF, além de apontar que Teis está com 66 anos e apresenta comorbidades, se encaixando no perfil do grupo de risco na atual situação de pandemia da Covid-19.

Desde que foi preso por mandado expedido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Raul Araújo, o conselheiro afastado está sob custódia em uma cela no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Não há informações sobre o cumprimento do HC. O pedido junto ao STF se fez necessário já que o STJ estava demorando para julgar o caso.

Ação flagrada em vídeo

Prisão teve como base a tentativa de obstruir a justiça durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 17 de junho. A ação de Teis foi filmada e fotografada. Ele desceu correndo 16 andares pela escada do prédio para rasgar e jogar fora folhas de cheque que indicam a autoria de crimes contra a ordem pública.

Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil, o que para o ministro Raul Araújo apontam indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados. Waldir Teis só não foi preso em 17 de junho por ter imunidade como conselheiro, o que restringe a possibilidade de prisões quando se trata de crimes com fiança.

Teis é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Sua prisão, segundo o ministro Raul Araújo, tem como objetivo a garantia da ordem pública, já que ele tentou anteriormente obstruir as investigações, e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos.

Fonte:  gazetadigital.com

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