MT tem 4 terras indígenas entre as mais disputadas para mineração em 2019

 

Entre as 10 terras indígenas com mais pedidos de autorização para mineração junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), 4 estão em Mato Grosso. Esses 4 territórios registraram 21 solicitações de autorização de exploração mineral no ano passado.

Um levantamento realizado pela Agência Pública, a partir de dados da ANM e da Fundação Nacional do Índio (Funai), revelou um aumento de 91% nos pedidos minerários em terras indígenas no país na comparação com 2018. Desde 2003 esse tipo de requerimento registrava queda.

As 3 terras indígenas mais “disputadas” pelos potenciais exploradores no estado são a Arara do Rio Branco, em Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), e a Escondido, em Cotriguaçu (950 km a noroeste) com 6 pedidos cada.

Na lista ainda constam as áreas indígenas Sararé, em Conquista D’Oeste (571 km a oeste), com 5 requerimentos e a Roosevelt, que fica na divisa com Rondônia e teve 4 pedidos de exploração.

Já entre 10 as etnias mais afetadas pelos pedidos de exploração mineral, 5 estão em Mato Grosso. Os Kayapó, que enfretam 18 pedidos, os Cinta Larga, com 10 requerimentos, os Rikbaktasa, com 8 solicitações, os Nambikwára, com 7 pedidos, e os Waimiri Atroari, que tiveram 4 solicitações para as suas terras.

Antes de fazer o pedido de exploração, a empresa ou pessoa física faz um requerimento de autorização para pesquisa mineral, para comprovar a viabilidade da exploração. Caso consiga essa comprovação, o interessado faz um relatório e um novo pedido à ANM.

No Brasil, de 2011 a 2019 as principais substâncias requisitadas para a mineração em terras indígenas foram ouro (48,4%), cobre (14,9%), cassiterita (9,7%) e diamante (6,8%).

Fonte:   gazetadigital.com

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