Policial afirma que objetivo era dar ‘susto’ em enfermeira

 

O cabo da Polícia Militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi, 26, acusado pela morte da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, 43, informou que a ideia inicial era dar um susto na mulher ao simular uma tentativa de roubo. Contudo, a situação saiu do controle e ele e Ronaldo Rosa, marido de Zuilda e acusado de ser mandante do crime, a mataram.

Informações foram repassadas pelo delegado Carlos Eduardo Muniz, da Polícia Civil, responsável pelo caso. O crime teria sido motivado por constantes discussões entre a vítima, o marido e o policial militar, que prestava serviços no estabelecimento da família. O marido segue foragido.

Corpo da vítima foi encontrado nesta terça-feira (8), em uma região de mata de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Ele estava em estado avançado de decomposição e sua busca contou com a ajuda do policial militar.

Ele indicou um bueiro em que ele e Rosa abandonaram o corpo da mulher. Zuilda foi encontrada há pelo menos 1 km do local. A suspeita é de que o corpo tenha sido arrastado com as fortes chuvas que caíram na região.

Durante as investigações, foram realizadas diversas diligências como perícias técnicas no carro da vítima, análises imagens, mensuração do tempo em que levaria cada ato narrado pelos suspeitos. O crime foi esclarecido após a equipe da Polícia Civil realizar novo interrogatório com o policial, quando o suspeito confessou o crime, que ocorreu em frente à residência da vítima.

Com base nas evidências, o delegado prendeu Marcos Vinícius em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e também representou pela prisão preventiva de Ronaldo da Rosa pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o cabo Marcos Vinícius está afastado das funções militares e responde processo demissório. Contudo, afirmou que a conduta do policial será objeto de apuração interna, por meio da Corregedoria.

Relato controverso 

Conforme o marido da vítima, de 32 anos, a esposa ficou em casa por volta das 19h e ele voltou para o trabalho, um espetinho na região central da cidade. Zuilda deveria ir até o local para trabalhar, mas não apareceu.

Ele retornou em casa às 20h e não encontrou a mulher, imaginando que ela poderia estar na igreja. Quando voltou do trabalho, já no fim do expediente, flagrou o carro dela na porta de casa, mas ela não estava no local.

Ao abrir o veículo, percebeu que havia marcas de sangue na lateral da porta e que havia ainda, cabelos espalhados pelo carro. Apesar das evidências, o boletim de ocorrência de desaparecimento só foi realizado na manhã de sábado (28).

Fonte: GAZETA DIGITAL

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