Rodovia Estadual do Peixe-MT 471: Um Péssimo Exemplo de Obra Paliativa: : Erosões aumentam e situação crítica de pista preocupa

 

As erosões voltam a preocupar na “Rodovia do Peixe” (MT-471), estrada estadual que dá acesso a uma das principais regiões turísticas de Rondonópolis. Moradores e empresários estão preocupados com a situação da pista, especialmente pela continuidade das chuvas e possibilidade até mesmo de rompimento total da via.

Já logo no início da Rodovia do Peixe, nas proximidades do acesso à Gleba Rio Vermelho, são três pontos de erosões que ameaçam a integridade dos condutores que passam pela região. Uma das erosões é antiga, as demais ganharam intensidade neste período chuvoso, potencializadas por um grande volume de água que vem da região do Distrito Industrial Rondonópolis e também pelo acúmulo de lixo descartado de forma irregular na região.

A reportagem conversou com moradores da região, que estão preocupados não apenas com as dificuldades de acesso e prejuízo ao turismo, mas também com os riscos de acidentes. “Já são três anos de paliativos. Ano passado foi uma luta, vieram aqui e fizeram um paliativo muito mal feito. Se no primeiro ano tivessem pegado essa verba e feito o serviço completo, a gente estaria livre disso agora”, disse o morador Claudio de Souza.Buraco já compromete uma das pistas e moradores temem por rompimento total

O presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Gleba Selva de Pedra e Gleba São José da Boa Esperança, Alcimar Borges, destacou que, após as obras realizadas pelo Município aos fundos da empresa ADM, o volume de água na Rodovia do Peixe aumentou, o que resultou em mais erosões. “Toda água da chuva foi jogada aqui para a Rodovia do Peixe. Toda essa água, com lixo e entulho, também está desaguando no Escondidinho [córrego]”, denunciou Alcimar.

Os problemas na rodovia preocupam os moradores, que aguardam que providências sejam tomadas com urgência, já que a situação tende a piorar com as chuvas. Vale ressaltar que as erosões na Rodovia do Peixe são um risco a mais aos motoristas, já que se trata de uma via com traçado sinuoso, com muitas curvas e sem acostamento.

“Tem pessoas que vivem do turismo aqui, pessoas que vem de fora pra curtir a natureza, mas, infelizmente, o poder público está deixando a desejar”, destacou o morador Antônio Rodrigues. Atualmente, os motoristas só sabem que erosões existem na pista, porque o próprio entulho que foi deixado na região, como um sofá, está sendo utilizado como “sinalização”.

Fonte:  atribunamt.com

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