Safra de grãos deve atingir 251,4 mi de toneladas, maior volume da história

 

Expectativa é puxada pela projeção de safra recorde da soja, com 120,8 milhões de toneladas, alta de 5,1% na comparação com a temporada 2018/2019

Foto: Silvio Ávila/ Ministério da Agricultura

A produção brasileira de grãos deverá atingir 251,4 milhões de toneladas na safra 2019/2020. De acordo com o 10º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta quarta-feira, 8, o resultado será recorde, com alta de 3,9% ou 9,3 milhões de toneladas em relação ao colhido em 2018/2019. 

Para a soja, a expectativa de safra é de 120,8 milhões de toneladas, um novo recorde. A produção deve ter alta de 0,4% na comparação com o levantamento anterior e de 5,1% com a temporada 2018/2019. Apesar do forte impacto causado pelo desempenho da safra no Rio Grande do Sul, essa foi a terceira maior produtividade média registrada no país, com destaque para as produtividades recordes em Mato Grosso, Paraná, Goiás, São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal.

Milho

A estimativa de produção total de milho, considerando as três safras, está previsto atingir 100,6 milhões de toneladas, representando queda de 0,4% em relação ao levantamento do mês anterior, mas acréscimo de 0,5% em relação à temporada passada.

  • Primeira safra

A primeira safra foi projetada em 25,5 milhões de toneladas, alta de 0,6% na comparação com o levantamento anterior mas queda de 0,3% na comparação com a safra passada. “Problemas climáticos na Região Sul prejudicaram o potencial produtivo das lavouras, sobretudo as do Rio Grande do Sul, reduzindo a produtividade média do país em 3,2%, comparado à safra passada. A colheita está praticamente encerrada, faltando alguns estados da região Nordeste.

 Segunda safra

Na segunda safra, a Conab estimou produção de 73,5 milhões de toneladas, queda de 1% em relação à junho mas alta de 0,5% na comparação com o ano anterior.

“O quadro climático apresentado na região Centro-Sul frustrou a segunda safra de milho, pois, com exceção de algumas regiões, as lavouras não conseguiram expressar todo o seu potencial produtivo. Apesar do rendimento prejudicado, a produção deve ser 0,5% maior que a da última safra, compensado pelo incremento na área plantada em 6,3%”, disse a companhia.

Fonte:   canalrural.com

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