Sem sinais de violência, idoso que causou comoção ao desaparecer morreu após se perder em região de mata

Faz mas de três meses da morte do idoso Isael Lourenço, 80 anos, que ficou desaparecido por dez dias até ser encontrado em avançado estado de decomposição, no dia 29 de setembro, em uma região de mata perto da avenida Historiador Rubens de Mendonça, popularmente conhecida como Avenida do CPA, em Cuiabá. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) não apontou sinais de violência, mas as investigações coordenadas pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que ele morreu logo após ser perder na mata.

“Não teve qualquer sinal de violência, até mesmo no exame de corpo de delito do IML, a necropsia, foi verificado. Diante das circunstâncias e pelo estado do corpo que se encontrava, em avançado estado de decomposição, a causa da morte foi indeterminada. A gente sabe que não houve violência, isso é fato. As vísceras já se encontravam em um estado que você não poderia fazer análise. Não poderia fazer análise no coração, pois você não sabe se houve um infarto do miocárdio, qualquer coisa do tipo, justamente porque esses órgãos internos já estavam em avançado estado, que não permitia essa identificação, mas não houve violência”, assegura o delegado Marcel ao Olhar Direto.

“A gente tem as suposições e algumas localizações de câmeras. Por exemplo, a gente tem a câmera da avenida do CPA, onde mostra ele atravessando a avenida, pegando sentido Morada da Serra. Pela avenida da região do [Condomínio] Bonavita, todos os possíveis acessos, fizemos varreduras no local e pelos pontos que passamos, não teria como ele entrar. Ou seja, tinha cerca, estava fechado, ambiente de muito declive, onde uma pessoa da idade dele dificilmente passaria”, acrescentou.

“O único ponto que a gente localizou é perto da rotatória, que ele poderia entrar ali para trás. A única câmera que teria ali na região, seria a do próprio condomínio residencial Bonavita. Porém ela não estava funcionando. Mas diante de todos os fatos que a gente apurou, a gente acha difícil que ele tenha entrado por ali, porque os cachorros que localizaram ele, passaram pela entrada, e por aquele lugar, os cachorros não sentiram presença. Pelo contrário, eles sentiram o cheiro por cima da entrada da Morada da Serra. A gente ter acredito que ele tenha entrado naquela região e se perdido”.

Estima-se que o tempo da morte foi entre 7 e 10 dias. Como a hipótese de homicídio foi descartada, foi instaurado um Auto de Investigação Preliminar. “A gente só instaura o inquérito se há efetivamente crime de homicídio”, esclareceu Marcel. Os filhos do idoso foram acionados para comparecer na Delegacia, onde devem ser ouvidos pelo delegado.

Olhar Direto

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