Soja: Chicago perde quase 1% realizando lucros e preços cedem nos portos e interior do BR

Os preços da soja voltaram a recuar no mercado brasileiro nesta quarta-feira (11) diante de baixas de quase 1% entre os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago e de uma nova queda do dólar frente ao real. As cotações cederam no interior e nos portos, com algumas praças de comercialização perdendo mais de 5%.

Nos terminais de Paranaguá e Rio Grande, as referências oscilam entre R$ 86,00 e R$ 88,00 por saca, o que afasta os vendedores, que viram os indicativos superarem os R$ 90,00 em semanas anteriores. A moeda americana, afinal, passava dos R$ 4,20 e, nesta quarta, caminha para fechar com R$ 4,13 e perda de 0,4%.

Os produtores brasileiros têm boa parte da safra nova já comercializada – quase 40% – e bem vendida antecipadamente, segundo relatam analistas e consultores de mercado – e pouca oferta da safra velha para ainda participar de novos negócios.

Mais do que isso, com uma considerável melhora nas condições climáticas na maior parte das regiões produtoras, os sojicultores se focam nos trabalhos de campo em detrimento da comercialização. Assim, o ritmo dos negócios se mostra um pouco mais lento no mercado brasileiro esta semana.

BOLSA DE CHICAGO

No mercado internacional, as cotações intensificaram suas perdas e finalizaram a sessão desta quarta-feira com baixas de 8,25 a 9 pontos nos principais contratos. A queda levou o janeiro a US$ 8,92 e o março a US$ 9,06 por bushel.

“O mercado veio realizando lucros mesmo em um dia positivo, com boas compras da China e demais notícias boas para os EUA, mas os preços vinham subindo bastante”, explica o consultor em agronegócios Ênio Fernades, da Terra Agronegócios.

Nesta quarta, o USDA Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou duas novas vendas da oleaginosa nesta quarta-feira (11), como vinha sendo esperado pelos traders.

De acordo com o reporte, foram 585 mil toneladas para os chineses e mais 140 mil toneladas para destinos não revelados. Todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. As duas vendas são de produto da safra 2019/20.

A guerra comercial, porém, ainda permanece no foco, bem como seguem presentes as especulações sobre as relações entre China e Estados Unidos. Assim, todas as atenções estão voltadas para o dia 15 de dezembro, para quando estão previstos aumentos nas tarifas norte-americanas sobre produtos chineses. As expectativas indicam que os países possam vir a discutir sobre isso diante da liberação de cotas por parte da China para cargas de soja e carne suína dos EUA isenta de tarifação.

Fonte: Notícias Agrícolas

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