Soja encerra semana positiva no mercado brasileiro com demandas interna e externa fortes

 

O dólar encerrou a sexta-feira (9) com alta de 0,39% de alta frente ao real, valendo R$ 3,942. Na Bolsa de Chicago, os preços da soja fecharam o dia com altas de mais de 8 pontos nos principais contratos e essa combinação, complementada por prêmios ainda fortes, seguem promovendo uma manutenção de bons preços para a soja do Brasil.

Nos portos, os preços do produto da safra velha continuam variando entre R$ 83,00 e R$ 84,00 por saca e a tendência é de alta, segundo explica o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócoios, além de manter contínuo o ritmo de negócios. “Nesta sexta saíram vendas com preços mais valorados do que ontem”, disse o executivo em entrevista ao Notícias Agrícolas.

E mais do que os bons negócios para exportação, a demanda interna aquecida também tem dado força e espaço para a recuperação das cotações da soja no Brasil. “Os esmagadores estão buscando formar seus estoques para chegar ao final do ano”, explica Fernandes. “Há muita coisa acontecendo no mercado de esmagamento de soja para tentar capturar essas oportunidade que farelo e óleo podem dar”, completa.

Para a safra nova, os negócios também acontecem, porém, em um ritmo um pouco mais comedido.

MERCADO INTERNACIONAL

Os preços voltaram a subir com os traders ainda se posicionando à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que chegam na próxima segunda-feira, 12 de agosto. Além disso, as especulações de uma demanda um pouco melhor parte da China também se mostram mais fortes no radar dos participantes do mercado.

“Há um suporte da expectativa de demanda pela China apesar da gripe suína, e principalmente, de especulação em torno do número de área dos EUA, que pode ser bem menor que as estimativas anteriores”, explica o consultor da Cerealpar e da Agro Culte, Steve Cachia.

Segundo representantes do USDA, o departamento voltou aos campos pesquisados meses atrás para entender o que houve com as áreas norte-americanas, podendo contabilizar o quanto delas foi abandonado, o quanto foi destinado ao Prevent Plant e o quanto foi efetivamente plantado nos EUA.

A média esperada para a área de milho nos EUA é de 35,61 milhões de hectares, contra 37,11 milhões estimados em julho. As expectativas variam entre 33,75 e 36,34 milhões de hectares. Para a soja, o mercado tem estimativa média de 32,78 milhões de hectares, com os números variando de 31,57 a 33,79 milhões.

Em 2018,foram cultivados 36,07 milhões de hectares com milho e 36,2 milhões com soja.

“Com o USDA pronto para divulgar os resultados de sua segunda pesquisa de plantio, todo os olhos estarão voltados para a primeira estimativa de credibilidade para a safra 2019. O milho deverá ser a cultura com mais surpresas e, dependendo de seu teor, pode impactar também os mercados de soja e trigo na Bolsa de Chicago na próxima segunda-feira”, explica o analista de mercado do portal DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman.

Fonte: Notícias Agrícolas

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