Teresa Cristina diz que arroz não vai faltar e confirma importação até final do ano

 

A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, pediu tranquilidade à população e disse que não haverá problemas de abastecimento de arroz e de outros produtos que estão na mesa dos brasileiros. “Tivemos alguns problemas com esse produto. No passado, o arroz teve um preço muito baixo durante muitos anos. Tivemos uma queda na área de produção, então, hoje, ele tem um preço mais alto. Mas ele está nas prateleiras e vai continuar”, disse a ministra.

Segundo ela, o governo já tomou as medidas que podiam ser feitas para dar estabilidade e equilíbrio ao preço do arroz. “O Brasil tirou a alíquota de importação para que o produto de fora pudesse entrar. É uma cota de reserva para que possamos ter tranquilidade de que o preço vai voltar e ser equilibrado”, afirmou a ministra.

Segundo a ministra, o governo tomou todas as medidas necessárias para fazer a estabilidade e o equilíbrio para esse produto. Ontem (9) o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Gaúcha, a ministra disse que o arroz deverá ser importado basicamente dos Estados Unidos e da Tailândia. “São os dois países que podem exportar para o Brasil, porque é o mesmo tipo de arroz que o brasileiro tem o hábito de consumir”, disse.

Na última terça-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou a redução total da alíquota de importação para uma cota de 400 mil toneladas de arroz até o fim deste ano.

Além da abertura do mercado para o arroz do exterior, o Ministério da Economia está monitorando os preços, inclusive de outros produtos como o da construção civil, atribuição que sempre foi de responsabilidade da Secretaria de Política Econômica (SPE).

RS prevê alta de 69% na safra de soja 20/21; infraestrutura limita avanço do arroz

A safra 2020/21 de soja no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão no país, deve saltar 69%, a 18,95 milhões de toneladas, enquanto o arroz pode ter o avanço limitado pela infraestrutura de irrigação, apesar dos preços favoráveis à cultura, disse a Emater-RS nesta quinta-feira.

O desempenho esperado para a oleaginosa vem na esteira de uma recuperação, após fortes perdas causadas pela seca na temporada anterior.

A produtividade média estimada para a soja gaúcha foi de 3.119 kg por hectare, alta de 65,6% na comparação anual.

A área plantada deve alcançar 6,07 milhões de hectares em 2020/21, alta de 1,55% em relação à safra anterior, apontou a Emater em sua primeira projeção para o novo ciclo.

A área semeada com arroz no Rio Grande do Sul, principal produtor brasileiro do cereal, foi estimada em 967,5 mil hectares para 2020/21, alta de 1,7% ante a temporada anterior.

Entretanto, baseada na média histórica, a Emater vê uma produtividade cerca de 4% menor, o que resultará em uma queda na produção total de 2%, para 7,6 milhões de toneladas.

Uma produção maior no Estado seria importante para aumentar a oferta no país, que registrou preços recordes para o produto, diante da forte demanda e um câmbio favorável a exportações.

Nesta quarta-feira, o indicador do arroz em casca Esalq/Senar-RS fechou cotado a 105,81 reais por saca de 50kg, alta de 12,54% na variação mensal e mais que o dobro dos 45,39 reais registrados um ano antes.

A situação levou o governo a zerar tarifa de importação para cota de 400 mil toneladas de arroz até o fim do ano.

“O arroz é uma cultura muito estável, depende de água e estrutura para irrigação. Não é simples assim, subiu o preço e o produtor aumenta a área…não é uma relação tão direta assim…é uma decisão de médio e longo prazo”, disse à Reuters o diretor técnico da Emater-RS, Alencar Rugeri.

Segundo ele, neste momento os produtores gaúchos estão se organizando para começar o plantio de 2020/21 e verificando questões como o volume de água disponível nas barragens, que será fornecida para irrigação.

Sobre a estimativa de queda na produtividade, Rugeri disse que revisões ainda podem ser feitas de acordo com as condições climáticas que forem se consolidando ao longo da safra, já que esta primeira projeção é feita com base em dados históricos.

“É um cálculo matemático, um ponto de partida”, acrescentou.

Fonte:  noticiasagricolas.com

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