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Aladdin’ é alegre e divertido, mas evapora assim que a sessão acaba

A colunista de VEJA Isabela Boscov comenta a estreia da semana: Aladdin. O desenho de 1992, tem um aspecto inesquecível: o desempenho absolutamente brilhante de Robin Williams como o Gênio (a primeira vez em que um ator cedeu não só a voz, mas também as expressões e a personalidade para um personagem animado). Williams, tragicamente, morreu em 2014, e cabe agora a Will Smith a dura tarefa de assumir o papel e não sair machucado demais da comparação. A boa notícia: ainda que esteja longe de ser memorável como seu antecessor, ele dá conta do recado de divertir e imprimir energia (o que não lhe falta) à versão live action de Aladdin dirigida por Guy Ritchie – que pega bastante emprestado, no colorido e nos cenários propositalmente falsos, dos musicais de Bollywood. Mena Massoud e Naomi Scott dão graça ao malandro Aladdin e à combativa princesa Jasmine, as canções vão do adequado ao bom (bem que poderiam não ser tão longas), e o saldo geral é festivo (embora falte a Guy Ritchie jeito para cenografar os números musicais). É, também, rapidamente esquecível: é a luz acender e o filme como que evapora da lembrança do espectador. Ao contrário do desenho, que marcou a infância de tanta gente.

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