ALVO DE INVESTIGAÇÃO: MDB garante que Emanuel não ficará abandonado

 

Presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Cuiabá, José Lacerda, saiu em defesa do prefeito afastado Emanuel Pinheiro, que foi retirado de suas funções após a descoberta de um suposto esquema de contratos fantasmas na Secretária Municipal de Saúde da Capital. Nesta segunda-feira (25), o dirigente garantiu que o emedebista não ficará abandonado e poderá provar sua inocência na Justiça.

“O prefeito Emanuel nunca foi abandonado pelo MDB. Agora, nós precisamos distinguir o que é partido político, gestão política e pública. Precisamos respeitar todos os princípios de natureza constitucional, mas isso não significa que o Emanuel pode ser tratado como uma pessoa que esteja condenada”, comentou durante um evento no Palácio Paiaguás.

Aliado do emedebista, Lacerda foi um dos únicos a prestar apoio ao prefeito afastado publicamente. Por outro lado, a deputada Janaina Riva, que integra a bancada de deputados do MDB no Parlamento Estadual, avaliou que o afastamento de Emanuel abre espaço para um estreitamento na relação entre o Executivo municipal e o Estado, uma vez que o agora prefeito já foi secretário do governador Mauro Mendes (DEM).Apesar da falta de apoio de grande parte das lideranças, Lacerda garante que Emanuel não ficará isolado.  “Vamos deixar bem claro, Emanuel não foi e não será abandonado pelo partido. O partido sempre respeitou a posição política e a grande gestão administrativa que Emanuel está fazendo”, complementou.

Emanuel foi afastado na última terça-feira (19) durante a Operação Capistrum, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco). As diligências atingiram a primeira-dama, Márcia Pinheiro, a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da prefeitura, Ricardo Aparecido Ribeiro. O chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto acabou preso na investigação.

De acordo com o MPE, os investigados estariam ligados a um esquema está de indicações políticas e contratações temporárias na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Os contratados tinham direito ao benefício do ‘Prêmio Saúde’, que pagavam até R$ 6 mil a mais para os comissionados.

Apesar da polêmica, Lacerda disse que investigações são comuns na vida pública e reiterou que o gestor terá o direito de se defender. “Tem que ser respeitado o principio do contraditório e da ampla defesa. Ele vai apresentar sua ampla defesa, que é um direito constitucional que lhe garante”, concluiu.

Fonte:       gazetadigital.com