Contra PEC 241 e reforma no Ensino Médio, professores da UFMT aprovam indicativo de greve

Por 55 contra 37 votos, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovaram em assembleia nesta quinta-feira (17), o indicativo de greve marcado para o dia 25 de novembro. Os docentes deverão estar em Brasília nos dias 19 e 20 para acompanhar as deliberações de outras instituições de ensino superior. Na seqüência eles retornam para Cuiabá, onde votarão pelo início da mobilização, já sinalizada pela categoria, composta por 1700 profissionais.

UFMT-OLhar
Ao Olhar Direto o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), Reginaldo Araújo, afirmou que a aprovação do Projeto de Emenda Completar (PEC) -241, que congela investimentos públicos, é a principal pauta reivindicada ao Governo Federal. Se deflagrado, o movimento afetará as atividades de 33 mil alunos distribuídos entre os campi da Capital, de Sinop (477 km de Cuiabá), Rondonópolis (215 km de Cuiabá) e Araguaia, em Barra do Garças (540 km de Cuiabá).

O presidente reforça que detalhes como a data de início da greve e tempo de duração só serão acertados depois da viagem.  “Nos mobilizamos nacionalmente, por isso vamos manter as discussões a partir do que for decidido também em outros Estado. Decidimos agora pelo indicativo de greve, quando voltarmos a deflagração e pontos como a durabilidade serão debatidos”, afirma.

Reginaldo explica que os cortes na educação afetarão direta e imediatamente o ensino no estado, uma vez que não serão realizados concursos públicos e a implantação de novos cursos e campus poderá ser comprometida. “Temos o campus de Várzea Grande que não irá se concretizar. São cinco cursos de Engenharia que ainda não tem o quadro completo de professores. Além disso, estão sendo levados para Sinop e Rondonópolis o curso de Medicina, pra o qual também faltam professores.”

A Medida Provisória 746, que propõe a extinção de matérias essências ao Ensino Médio também e o projeto Escola Sem Partido também são alvos de críticas e reivindicações dos professores. Para a Adufmat, a mudança transformará as escolas em centros de formação de força de trabalho barata e sem pensamento crítico.

As alterações propõe a do currículo obrigatório disciplinas como Educação Física, Artes, Sociologia e Filosofia. Além de querer proibir que os professores e professoras abordem questões sociais como racismo, preconceito com relação à orientação sexual e gênero, violência contra as mulheres e até sobre o cuidado com o meio ambiente. “Nós nunca imaginamos que precisaríamos ter que debater algo tão óbvio. É um absurdo que o Governo Federal não ouça os Conselhos de Educação.”

Pec 241

Apresentada pela equipe econômica do governo Michel Temer, a Proposta de Emenda à Constituição 241, que pretende limitar o crescimento das despesas do governo, incluindo  gastos em saúde e educação, por 20 anos.  A medida  também  fixa para os três poderes – além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União – um limite anual de despesas.

Enviada em junho pela equipe de Michel Temer à Câmara dos Deputados, a proposta institui o Novo Regime Fiscal, que prevê que tais gastos não poderão crescer acima da inflação acumulada no ano anterior.

 

 

 

 

Olhardireto

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