Coronavírus: Brasil tem 476 mortes por covid-19 em 24 horas

 

País se aproxima de 550 mil óbitos ligados ao coronavírus. Autoridades estaduais confirmam ainda 18 mil novos casos, e total de infectados vai a 19,68 milhões.

O Brasil registrou oficialmente neste domingo (25/07) mais 476 mortes ligadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

Também foram confirmados 18.129 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções reportadas no país chega a 19.688.663, e os óbitos oficialmente identificados se aproximam de 550 mil, somando agora um total de 549.924.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. As cifras também costumam ser mais baixas nos fins de semana, quando as equipes responsáveis pela notificação trabalham em escala reduzida.

A média móvel de novas mortes (soma dos óbitos nos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete) ficou em 1.101, e a média móvel de novos casos, em 44.584.

Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 261,7 no Brasil, a 8ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, depois dos Estados Unidos, que somam mais de 610 mil óbitos, mas têm população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, após EUA (34,4 milhões) e Índia (31,3 milhões).

O Conass não divulga o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 18.340.760 pacientes no Brasil haviam se recuperado da doença até a noite de sábado.

No entanto, o governo não especifica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo. A forma como o governo propagandeia o número de “recuperados” já foi criticada por cientistas, que classificam o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar.

Estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da “covid longa” meses após o vírus ter deixado o organismo. Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid.

Ao todo, mais de 194 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 4,15 milhões de mortes associadas à doença, segundo contagem da Universidade Johns Hopkins, dos EUA.

Fonte:     dw.com