Estudantes ocupam bloco da UFMT em Cuiabá contra PEC que impõe teto

Cerca de 50 estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ocupam desde a quinta-feira (17) o bloco didático do Instituto de Educação (IE) em Cuiabá, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que impõe limite para os gastos públicos por 20 anos. Segundo a direção do instituto, os alunos decretaram greve estudantil e, após assembleia, decidiram pela ocupação do prédio.

De acordo com o diretor do IE, Silas Borges Monteiro, os alunos ocuparam o bloco com salas de aulas e, por esse motivo, as aulas do curso de psicologia e pedagogia foram suspensas.

“A ocupação foi tranquila. Não tivemos nenhum incidente e, não senti por parte dos alunos, nenhuma ação ostensiva. A nossa preocupação é apenas com a segurança deles e a integridade do patrimônio público”, afirmou Silas.

Os alunos protestam contra a PEC 55, que tramita no Senado, e propõe limite de gastos públicos por 20 anos. Uma rodada de negociações entre os alunos e direção do IE deve acontecer nesta sexta-feira (18).

Os estudantes ameaçam ocupar, além do bloco didático, a parte administrativa do bloco. Ainda segundo o diretor do instituto, os alunos têm desenvolvido atividades culturais e debates no prédio ocupado.

Em outubro, os servidores que atuam nos setores administrativos da UFMT entraram em greve contra a PEC do teto.

PEC do teto
A PEC em análise no Senado, já aprovada pela Câmara dos Deputados, foi enviada pelo governo ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano. O presidente Michel Temer argumenta que, se aprovada, a proposta será um dos principais mecanismos para garantir o reequilíbrio das contas públicas.

Pela proposta, os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior, pelas próximas duas décadas. Se um poder não respeitar esse teto, a PEC prevê sanções, como a proibição de concursos públicos e aumentos a servidores.

Inicialmente, os investimentos em saúde e educação também estavam incluídos no limite de gastos, mas, diante da repercussão negativa da proposta e da pressão de parlamentares da base aliada, o governo concordou em fazer com que o teto para essas duas áreas só passe a valer a partir de 2018.

 

 

 

 

 

G1

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