Inovações no mercado de trabalho

 

Há tempos já se dizia que muitos dos estudantes o primeiro grau dos últimos 5 ou até 10 anos atrás em breve iriam atuar em profissões que ainda não existiam. Chegou esse momento.

A prova disso é que o novo CAGED 2021 – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, trouxe de diferente dos dados de anos anteriores o crescimento nas empresas de serviço em comunicação e informação, assim como a explosão das MEIS.

Isso comprova que com as mudanças no nosso estilo de vida, impostas pela pandemia de coronavírus, criaram demandas por serviços e produtos inovadores e claro o impacto disso está repercutindo no mercado de trabalho.

O advento dessa nova demanda fez com que especialmente empresas do mercado digital, de base tecnológica, assumissem a liderança no quesito vagas abertas para contratação.

O incomum quando falamos em mercado de trabalho é que, ao mesmo tempo estamos falando da explosão de vagas nas empresas área tecnológica e prestamos atenção aos níveis de desemprego no Brasil, fica claro que a conta não fecha, pois, não se encontra rapidamente profissionais qualificados para assumi-las.

Dessa foram, esse conflito entre as ofertas de oportunidades é o desemprego tem como tendência o crescimento até que se segue o momento em que existam pessoas capazes de suprir essas novas demandas do mercado, que é pressionado pelas mudanças do comportamento do consumidor e os avanços da tecnologia.

O resultado disso já é percebido inclusive quando falamos de carreira profissional. Muitas irão desaparecer, outras irão se adaptar e outras irão simplesmente surgir.

Quando falamos em carreiras que poderão desaparecer, podemos prever que cargos que hoje são tidos como operacionais e repetitivos, tem mais possibilidade de serem extintos no futuro. Isso se dará pelo fato dos processos estrem ficando mais inteligentes e automatizados. Recentemente a Amazon lançou a Amazon Go, que é simplesmente um supermercado sem atendimento pessoal no caixa.

Para a estratégia competitiva a substituição da mão de obra humana por máquinas em processos operacionais diminui riscos de erros, aumenta produtividade, mantém a qualidade e reduz o custo da empresa, por isso, a tendência que as empresas busquem por esse modelo.

Sobre as carreiras que irão se adaptar podemos pensar em um eletricista, que para se manter no mercado, terá que se especializar em trabalhar em ambientes inteligentes com dispositivos automáticos.

E sobre as carreiras inovadoras que já surgiram e as que ainda irão surgir, segundo a pesquisa feita pela organização Center for the Future of Work – Centro para o Futuro do Trabalho – algumas das possíveis novas profissões são: mestre de edge computing, técnico de saúde assistida por inteligência artificial, analista de cybercidade e até alfaiate digital.

Pensar em uma carreira futura que muitas vezes ainda nem foi criada deixa todo profissional apreensivo é claro. Mas, sendo assim, vamos pensar no que não ainda não pode ser substituído pela tecnologia.

O que ainda vai fazer o diferencial entre o ser humano e a máquina, é a capacidade pessoal que temos em criar relacionamentos e de se conectar com outro ser humano também a nossa criatividade.

Lembre-se, novas tecnologias são apenas ferramentas as quais temos que nos adaptar e aprender a usar para estar apto a enfrentar qualquer desafio nesse novo mercado profissional.

Luiz Vicente Dorileo da Silva – “SHIPU”, palestrante, consultor formado em administração com MBA Executivo Internacional e especialista em Marketing. @shipumt