Lucimar Campos vive eminência da perda de mandato

A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), vive o drama da eminência da perda de mandato. Mesmo com aprovação de 80%, conforme a pesquisa Ibope, a gestora já teve duas derrotas na Justiça Eleitoral, a primeira no mês de junho, quando foi cassada pela primeira vez por gastos ilícitos com publicidade durante a campanha eleitoral de 2016 e a segunda em outubro, quando o juiz da 20ª Zona Eleitoral Carlos José Rondon Luz determinou a cassação dos diplomas e mandatos da prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (DEM) e do vice, José Hazama (PRTB), por conta suposta compra de votos e abuso de poder político.

Junto com a prefeita, foi determinada a perda de mandato do vice-prefeito José Hazama (PRTB) e do presidente da Câmara, vereador Chico Curvo (PSD). Em ambas decisões foram garantidos aos três continuar nos respectivos cargos, até que o recurso seja julgado.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi proposta em setembro do ano passado pela Coligação Mudança Com Segurança (PSC/PDT/PMB/PEN), que lançou o coronel Pery Taborelli (PSC) à prefeitura, mas foi derrotado.

Lucimar, Aderson e Benedito também foram declarados inelegíveis pelo prazo de oito anos, a contar da eleição de 2016 e condenados ao pagamento de multa, cada um, no valor de R$ 15 mil. Na sentença, o magistrado também tornou inelegível por 08 anos o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande Eduardo Albelaira Vizotto e o condenou ao pagamento de multa de R$ 15 mil.

Os sinais de que a prefeita não termina sequer o primeiro semestre no mandato vieram da Justiça Eleitoral na semana passada. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Márcio Vidal, negou agravo de instrumento de liminar que poderia suspender a análise do processo que cassou a prefeita Márcio Vidal manteve a inserção de novas provas na ação que cassou, em primeira instância. O recurso era uma tentativa de barrar a ação e derrubar a cassação.

Em sua decisão, o desembargador apontou que o recurso não deveria ser deferido, já que não atendia os pressupostos legais. Para o magistrado, o fato de a decisão ter sido proferida antes das testemunhas serem ouvidas, não gera qualquer prejuízo à prefeita.

Segundo o desembargador, a representação por conduta vedada a agente público, ação a que Lucimar responde, exige, essencialmente, conjunto probatório de natureza documental. “Como já relatado, o juízo de 1º grau deferiu produção de prova documental a pedido do Ministério Público Eleitoral, na condição de fiscal da ordem jurídica, e da coligação representante nos autos da representação, no curso da fase instrutória, após a apresentação da defesa e antes da inquirição das testemunhas arroladas”, diz a decisão do desembargador.

Com a decisão de Márcio Vidal, o processo de cassação deve ser julgado ainda neste mês pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral. O relator é o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior.

Caso Lucimar e Hazama sejam mantidos cassados pelo TRE, assume automaticamente o presidente da Câmara de Vereadores. Ele terá um prazo de 30 dias para convocar novas eleições diretas na segunda maior cidade do Estado.

Fonte: CENTRO OESTE POPULAR

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