MT: Chalé dos Governadores fica esquecido em Chapada

MT:   Chalé dos Governadores fica esquecido em Chapada
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Abandonada pelo poder público, uma construção da década de 1920 pode virar ruína e levar junto parte da história de Cuiabá e de Mato Grosso. Conhecida como Chalé dos Governadores, a estrutura de estilo neocolonial foi usada por dirigentes do Estado, familiares e convidados como casa de inverno. Um refúgio no topo de duas quedas d’água, o chalé certamente foi palco de decisões e acordos políticos importantes, mas caiu no esquecimento e corre risco de literalmente desabar.

A casa fica na Comunidade Rio da Casca, a pouco mais de 100 km de Cuiabá. O chalé foi construído durante o mandato de Mauro Correa da Costa e inaugurado em setembro de 1929. A data, escrita em algarismos ro manos, consta em uma placa no mirante particular com vista para a cachoeira, que faz parte do “quintal do chalé”. A estrutura conta com suíte principal, quarto de hóspedes, cozinha, churrasqueira, piscina e uma mesa de aproximadamente 5 metros usada em grandes almoços. Além da casa principal, o entorno conta com aproximadamente 20 casas, parte delas já destruída.

Em uma delas nasceu Djalma Mascarenhas, 66. Filho de um dos funcionários da Usina Casca I, ele cresceu no quintal do chalé e tem na memória o cotidiano com os governantes. Segundo Djalma, até o mandato de José Garcia Neto, em 1978, todos os governadores frequentaram a casa e fizeram reuniões no local. Depois disso apenas Dante de Oliveira, governador entre 1995 e 2002, visitou a casa, mas apenas a passeio.

“O Dante veio mais para passear, mas na época de alguns governadores isso aqui tinha sua importância política. Algumas decisões foram tomadas nesta casa”, diz lamentando o abandono da área hoje tomada pelo mato e por morcegos.

Na lembrança de Djalma, contudo, ainda estão vivos o jardim florido, almoços de domingo e festas. “Vinha grupo de siriri e cururu dançar para governador aqui. Essa região abriga o berço da cultura matogrossense”.

O chalé resiste ao tempo e está em pé apesar do abandono. As principais avarias estão no telhado e na falta de objetos, como vasos sanitários, levados por saqueadores. A casa foi tombada como patrimônio histórico estadual, mas o ‘reconhecimento’ não serve de muita coisa já que a área pertence a uma empresa privada do setor elétrico. Apesar disso, a área é visitada como ponto turístico.

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

Fonte:      gazetadigital.com.br


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