MT: PREJUÍZO DE R$ 26,4 MI AO ERÁRIO: Donos de construtoras são denunciados junto com Silval

 

O Ministério Público de Mato Grosso denunciou o ex-governador Silval Barbosa nesta quarta-feira (24) por fraudes em contratos entre os anos de 2011 e 2014. Outras 8 pessoas também foram denunciadas, dentre elas o irmão do ex-gestor, empresários e ex-secretários.

Silval é alvo da denúncia por formação de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Ao todo, o prejuízo estimado das ações irregulares executadas pelo ex-governador e os demais denunciados chega à casa dos R$ 26,4 milhões – sem correção

O irmão de Silval, Antônio da Cunha Barbosa, deverá responder pelos mesmos crimes que o ex-governador. Já os proprietários da Trimec – empresa beneficiada com as fraudes -, os empresários Wanderley Facheti Torres e Rafael Yamada Torres, foram denunciadas por crimes semelhantes, mas com o agravante de falsidade ideológica.

Denúncia similar recaiu ao empresário Jairo Francisco Miotto, da S.M. Construtora, que é acusado de compor organização criminosa, peculato e falsidade ideológica.

Os ex-secretários de Estado Arnaldo Alves de Souza Neto e Cinésio Nunes de Oliveira também foram denunciados. Caso condenado, Arnaldo deverá responder por peculato e Cinésio por organização criminosa.

O ex-secretário adjunto de Transportes, Alaor Alvelos Zeferino de Paula, também foi denunciado por organização criminosa e peculato.

A lista dos 9 denunciados inclui ainda o servidor público aposentado Cleber José de Oliveira, que atuou como superintendente de Manutenção e Operação de Rodovias. Caso condenado, deverá responder por organização criminosa e peculato.

Investigação

O inquérito policial foi instaurado inicialmente para apurar as irregularidades descritas pela Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE) quanto à execução e fiscalização de contratos celebrados com as construtoras Trimec e S.M. para contratação de mão de obra visando a manutenção e conservação da malha rodoviária estadual.

No decorrer das investigações, após as declarações prestadas pelos colaboradores, constatou-se que as irregularidades na execução dos contratos e as supostas falhas na fiscalização, “na verdade, representaram um sofisticado ajuste criminoso arquitetado pelos integrantes da organização criminosa liderada por Silval da Cunha Barbosa e composta pelos demais denunciados”.

Conforme a denúncia, a organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas entre seus integrantes, efetuava desvios de recursos públicos e posterior lavagem de dinheiro, em razão da contratação milionária de mão de obra para as patrulhas rodoviárias do Estado.

Após as empresas serem contratadas pelo governo, Antonio da Cunha Barbosa Filho reunia-se com os proprietários para acertar o pagamento e recebimento de propina em troca de vantagens financeiras.

Silval teria ajustado com os empresários “um plano para desviar recursos dos cofres públicos, de modo que beneficiaria as empresas (…) em troca do pagamento mensal de vantagem indevida de R$ 300 mil a R$ 400 mil, o equivalente a 10% do valor que as empresas receberiam em decorrência dos contratos”.

Fonte:    gazetadigital.com