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Saúde bucal feminina: alterações hormonais exigem cuidados redobrados

Na puberdade, por exemplo, as meninas estão mais propensas a desenvolver gengivite devido à combinação de alterações hormonais e a presença de biofilme, espécie de película com bactérias que adere aos dentes. O biofilme está presente em qualquer fase da vida, em homens e mulheres, porém as transformações no organismo feminino na passagem da infância para a adolescência favorecem o desenvolvimento da inflamação na gengiva. A mudança é pontual: depois da primeira menstruação a tendência é que se regularize.

 

Gravidez

Outro momento de muitas mudanças é a gestação. “É comum que as grávidas fiquem enjoadas e, quando vomitam, o suco gástrico do estômago volta para a boca e pode afetar o esmalte dos dentes”, alerta Varellis. O indicado nessas ocasiões é fazer um bochecho com substâncias que alcalinizem o pH bucal (como o bicarbonato de sódio) para depois de algum tempo realizar a escovação. 

Durante a gravidez, a possibilidade do desenvolvimento de gengivite também é grande. “A gestação não é responsável por esse quadro, mas sim os fatores hormonais combinados à má higiene bucal”, salienta a dentista. Outra alteração que pode se manifestar em algumas mulheres é o amolecimento dos dentes. Isso acontece próximo à época do parto pois o corpo da mulher produz mais relaxina, hormônio responsável pelo relaxamento pélvico que interfere, também, nos ligamentos periodontais.

A coordenadora geral dos cursos Lato Sensu da Faculdade São Leopoldo Mandic, Luciana Butini Oliveira (CROSP 62279), alerta que mitos como “durante a gestação as mulheres não podem realizar tratamento odontológico”, também devem ser desconsiderados.

 

Menopausa 

Já durante a menopausa, afirma Varellis, as mulheres sofrem intensas alterações hormonais que podem desencadear até em depressão. Fatores como nervosismo e dores no corpo muitas vezes fazem com que a higiene bucal seja deixada em segundo plano. Esses aspectos, associados a elementos como o biofilme, também podem gerar doenças. 

Em relação às condições de saúde bucal entre homens e mulheres no Brasil, Oliveira afirma que o último levantamento realizado em âmbito nacional (SB-Brasil 2010) revelou que a prevalência de perda de dentes foi maior entre idosos, mulheres, indivíduos de menor renda e escolaridade. “Considerando os indivíduos de 18 anos ou mais, 11% perderam todos os dentes, sendo maior a proporção entre mulheres. Dados desse levantamento apontam que a percepção negativa sobre a própria saúde bucal também foi maior entre os indivíduos mais jovens e entre as mulheres”, salienta a dentista.

MSN