Na Rua Campo Grande, no Centro Histórico, o número 179 ameaça desabar sobre carros e pedestres
Há cinco anos, o casarão de número 179 da Ra Campo Grande, construído no século XVIII, representa medo para quem circula pelo Centro Histórico de Cuiabá.
Desde o início de 2019, quando uma chuva forte comprometeu a edificação, que já estava abandonada, é sustentada em pé por vigas de madeira.
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Na fachada, fixadas em formato de cavaletes, as vigas já dão sinal de desgaste.
A impressão que se tem é que a madeira vai ceder a qualquer instante e o prédio virá abaixo.
Na pista, o trecho destinado ao estacionamento de carros é ocupado por blocos de concreto que sinalizam perigo iminente.
Na pista, o trecho destinado ao estacionamento de carros é ocupado por blocos de concreto que sinalizam perigo iminente.
Então, a pé, de motocicleta ou carro, quem trafega pelo trecho entre as ruas Pedro Celestino e Ricardo Franco está correndo riscos.
Em 2021, uma placa de sinalização fixada pela Prefeitura de Cuiabá na estrutura de madeira indicava que serviços emergenciais estavam sendo executados.
Os tais serviços são escoramento para prevenção ao desabamento da fachada.
Agora, sem placa de serviço nem sinalização de riscos existem. A situação de abandono é total.
Jocimar e Elaine Dutra, moradores de Rosário Oeste, município a 105 km de Cuiabá, se assustaram ao descerem o cruzamento da Rua Pedro Celestino e “dar de cara” com o prédio em ruínas.
Com medo, o casal saltou para o outro lado da calçada com os olhos voltados ao casarão que, no passado, exerceu influência como órgão público e comércio.
“Não tem como não sentir medo”, confessou Elaine.
O casal está na cidade para visitar parentes e fazer compras.
“Se soubéssemos que está tão arriscado passar por aqui, teríamos mudado o trajeto”, acrescentou Jocimar, parado em um ponto seguro após superar o medo.
O motociclista Carlos Rafael Oliveira Rocha, que trabalha como entregador, disse que a pressa o faz esquecer os riscos.
“A gente circula pela cidade na correria e, quando percebe, já está passando por aqui novamente”, lamenta ele.
“Às vezes, quando penso no trajeto, coisas que fazemos para fugir do trânsito intenso, evito esse trecho da Rua Campo Grande”, assinalou Carlos Rafael.
Procurada pela reportagem do DIÁRIO, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer disse que, em relação aos casarões e outros imóveis no Centro Histórico e seu entorno, que há perspectivas para revitalização, visando ao melhor aproveitamento desses espaços públicos.
“É um desejo do prefeito Abilio Brunini revitalizar a região, do ponto de vista cultural e turístico. Para isso, a atual gestão já faz um levantamento da situação para providenciar os encaminhamentos necessários”, continua a resposta.
“Visamos atender a demanda de entregar o Centro Histórico em condições de ser frequentado como opção de passeio turístico, espaços comerciais, restaurantes e bares” , prossegue.
A Prefeitura entende que essa é uma ação complexa, que demanda o devido planejamento e apoio de órgãos e instituições, como do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (Ipham), que tem vários imóveis tombados.
Fonte: www.diariodecuiaba.com.br