MT: PODER PARALELO: STJ mantém afastamento de acusados de tortura em presídio de MT

MT:  PODER PARALELO:    STJ mantém afastamento de acusados de tortura em presídio de MT
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Diretor do Presídio Ferrugem, em Sinop, Adalberto Dias de Oliveira foi afastado após denúncia em relatório do TJMT

Adalberto Dias de Oliveira, diretor do Presídio Ferrugem, que foi afastado depois de relatório do TJ sobre torturas na unidade, em Sinop

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) barrou o retorno de servidores afastados da Penitenciária Ferrugem, em Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), e decidiu mantê-los fora das funções enquanto avançam as investigações sobre possíveis irregularidades dentro da unidade.

A decisão foi tomada pelo ministro Herman Benjamin, que entendeu não haver ilegalidade evidente nem urgência capaz de justificar a suspensão da medida cautelar imposta pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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O pedido foi apresentado em favor do diretor Adalberto Dias de Oliveira e e do sub-diretor Antônio Carlos Negreiros dos Santos, afastados por determinação do TJMT, no contexto de uma investigação mais ampla que envolve outros agentes do sistema penitenciário estadual.

A defesa alegou que o habeas corpus não seria o instrumento adequado para impor afastamento funcional, por não envolver restrição à liberdade de locomoção.

E sustentou ainda que a decisão teria sido adotada sem o devido contraditório, sem a oitiva prévia dos investigados e com possível parcialidade na condução do processo.

FLAGRANTE – Ao analisar o pedido liminar, o ministro Herman Benjamin afirmou que, em uma análise inicial, não há ilegalidade manifesta na decisão do tribunal estadual.

Segundo ele, a discussão exige exame mais aprofundado, o que só poderá ocorrer no julgamento definitivo do habeas corpus.

Com isso, o pedido de retorno imediato foi negado, e o afastamento cautelar permanece válido até que a Corte Superior analise o mérito do caso.

INFORMAÇÕES – Após negar a liminar, o STJ determinou que o Tribunal de Justiça preste informações formais sobre a decisão que determinou o afastamento e encaminhou o processo ao Ministério Público Federal para manifestação antes do julgamento final.

O afastamento foi determinado em dezembro, no âmbito de um habeas corpus que acabou sendo convertido em coletivo pelo TJMT, diante da existência de múltiplos investigados e da natureza sistêmica das suspeitas envolvendo a unidade prisional.

A investigação apura denúncias sobre a conduta de agentes públicos na Penitenciária Ferrugem, incluindo relatos de presos e apontamentos técnicos do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do sistema carcerário, que indicam possíveis irregularidades no funcionamento da unidade.

A decisão do STJ não entra no mérito das acusações nem afirma culpa dos investigados.

Ela apenas mantém, por ora, os efeitos da medida cautelar adotada pelo tribunal estadual, até que o caso seja analisado de forma definitiva.

O julgamento do mérito ainda depende da manifestação do Ministério Público Federal e do envio das informações solicitadas ao TJMT.

Fonte:     www.diariodecuiaba.com.br


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