MT: ÁREAS PÚBLICA E PRIVADA: Mato Grosso tem 3,1 mil falhas em serviços de Saúde em um ano

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Dados com base em notificações à Anvisa apontam quedas do paciente, lesão por pressão e casos relacionados ao uso de cateter

No país, foram 480.283 casos, que envolvem erros ocorridos durante atendimentos médicos e hospitalares

Em 2025, Mato Grosso contabilizou 3.137 falhas na assistência à Saúde, como queda do paciente, lesão por pressão e incidentes relacionados à assistência à saúde envolvendo cateter, sonda e outros dispositivos.

O número faz parte de um levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualizados no dia 7 deste mês.

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No país, foram 480.283 casos, que envolvem erros ocorridos durante atendimentos médicos e hospitalares, que resultaram em danos leves, moderados e graves aos pacientes em unidades públicas e privadas.

No Estado, as falhas mais frequentes foram lesões por pressão, com 707 ocorrências.

Após, aparecem os incidentes relacionados ao uso de cateter, sonda e outros dispositivos, com 674 casos, seguidos de erros envolvendo cateter venoso (218), e quedas de pacientes (202).

Também foram registrados problemas na identificação do paciente (175); em processo ou procedimento clínico (126); incidentes relacionados às falhas na hemodiálise (126); falhas no cuidado ou proteção do paciente (112); assistência (84); e erros com sondas (63).

O levantamento revela que os incidentes ocorrem durante o cuidado prestado ao paciente, sendo que muitas são evitáveis e estão associadas à ausência de protocolos seguros.

Portanto, medidas de segurança poderiam reduzir esses erros e até evitar óbitos.

Ainda em nível nacional, os hospitais concentraram a maior parte dos registros, com 428.231 eventos adversos, enquanto outros serviços de saúde, como clínicas e laboratórios, somaram 52.052 ocorrências.

Conforme a entidade, a notificação de imprecisões no atendimento à saúde da população é essencial para aprimorar a segurança do paciente e a qualidade dos serviços, já que permite identificar padrões de erro, corrigir processos e evitar que ocorrências semelhantes se repitam.

E, embora a notificação desses eventos seja obrigatória, muitas instituições ainda deixam de registrar as falhas no sistema “Notivisa”, o que indica que os números reais podem ser ainda mais elevados.

Contudo, o objetivo de registrar as falhas não tem caráter punitivo, mas funciona como instrumento de aprendizado e prevenção dentro das instituições de saúde.

A ONA é a responsável por estabelecer os padrões de qualidade dos serviços prestados por uma instituição e tem reconhecimento internacional pela ISQua (International Society for Quality in Health Care).

Fonte:    www.diariodecuiaba.com.br


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