Justiça dos EUA nega suspender operação do ICE em Minnesota

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Decisão mantém as batidas migratórias em Minnesota, que já deixaram dois cidadãos mortos. Em outro caso, juiz ordena a libertação de uma criança de 5 anos detida por agentes federais

Cerca de 3 mil agentes federais atuam em Minneapolis; população protesta contra operação

Um tribunal federal dos EUA rejeitou neste sábado (31/01) um pedido para suspender as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no estado americano de Minnesota, que já resultaram na morte de dois cidadãos americanos. Na prática, a decisão mantém as batidas de agentes federais contra imigrantes em vigor, até que o caso seja de fato julgado.

Minnesota e as cidades de Minneapolis e St. Paul haviam ingressado conjuntamente com uma ação contra o governo dos Estados Unidos. Eles consideram que a operação apelidada de “Metro Surge” viola sua própria soberania.

Além disso, Minnesota afirma ser particularmente afetado pelas operações em comparação com outros estados, o que configuraria discriminação por parte do governo federal.

O processo foi aberto após um agente matar a tiros a americana Renée Good no início de janeiro. Na semana passada, o também americano Alex Pretti foi morto em Minneapolis durante outra operação de agentes federais.

Porém, a juíza Katherine Menendez concluiu “que o equilíbrio dos danos não favorece de forma decisiva a concessão de uma liminar”.

O tribunal destacou que sua decisão nesta fase não é um julgamento final sobre o mérito das alegações. Também ressaltou que a legalidade de medidas específicas adotadas por agentes federais durante as operações não estava em análise nesta decisão.

Justiça manda soltar menino de 5 anos

Enquanto o tribunal federal rejeitou a suspensão da operação, um juiz em um caso separado ordenou que as autoridades libertassem Liam C. R., de cinco anos, e seu pai, detidos durante a ofensiva migratória em Minnesota.

“O caso tem sua origem na busca mal concebida e incompetentemente executada do governo por cotas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”, escreveu o juiz federal Fred Biery.

Em 20 de janeiro, agentes de imigração, que buscavam prender o pai equatoriano de Liam, Adrian Conejo Arias, detiveram os dois do lado de fora da casa da família, quando o menino voltava da escola. Solicitantes de asilo, ambos foram detidos em uma instalação no Texas.

O despacho ordena que pai e filho sejam soltos até terça-feira.

Fonte:     www.dw.com.br


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