O prefeito Abilio Brunini (PL) tinha, até o fim de semana passado, o prazo de 48 horas para dar explicações à Justiça sobre declarações, feitas no ano passado, sobre suposta interferência do Comando Vermelho na política, em Cuiabá.
Na verdade, ele afirmou que a facção criminosa teria participado da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, no ano passado.
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O juiz Moacir Torquato, da 10ª Vara Criminal, atendeu a uma interpelação criminal do vereador Jeferson Siqueira (PSD), ainda em 2024.
A interpelação é uma medida preparatória prevista no artigo 144 do Código Penal, usada quando alguém se sente ofendido e quer que o autor da fala esclareça acusações que podem configurar crimes contra a honra.
Tradução: a Justiça quer saber se houve acusação sem prova.
Abílio anda era deputado federal e reagiu à articulação que lançava Siqueira como candidato à presidência da Câmara, com apoio de vereadores ligados à base do então prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
O bolsonarista disse que havia interferência política pesada, citou o ministro Carlos Fávaro, o então presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (Unão) e citou a ação da facção criminosa no processo.
Jeferson recuou da candidatura, alegando desgaste político e pessoal.
O hoje vereador Rafael Ranalli (PL), também adorador do presidiário Jair Bolsonaro (PL), afirmou que facções criminosas apoiaram candidatos à Câmara.
Com Abílio, o policial federal licenciado fez o maior “auê” com a denúncia, fez denúncia na Polícia Civil.
Só que também não apresentou nenhuma prova