A SAÚDE DA MULHER: “Barriguinha do Pooh” expõe sinal ignorado da endometriose

A  SAÚDE DA MULHER:  “Barriguinha do Pooh” expõe sinal ignorado da endometriose
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Distensão abdominal não é gordura e nem gases, mas reflexo de inflamação ginecológica que exige diagnóstico especializado

Muitas mulheres começam o ano determinadas a melhorar a saúde e a estética, intensificando a rotina de exercícios e ajustando a alimentação para reduzir medidas. Ainda assim, para uma parcela significativa delas, a frustração se repete: a protuberância no baixo ventre insiste em permanecer, apesar de dieta e academia. O motivo, em muitos casos, não está relacionado ao acúmulo de gordura ou a desconfortos digestivos, mas a um processo inflamatório ginecológico provocado pela endometriose.

Conhecido nas redes sociais como “Barriguinha do Pooh”, em referência ao personagem de desenho animado, o fenômeno é chamado clinicamente de distensão abdominal associada à endometriose, também conhecida como Endo-Belly. O inchaço severo costuma ser confundido com gases ou ganho de peso, o que atrasa a investigação adequada e prolonga o sofrimento de quem convive com o sintoma.

A diferença entre um inchaço comum e o sinal da doença é explicada pelo médico especialista em Diagnóstico por Imagem, Dr. Eduardo de Lamare, da Clínica Eladium, que acumula mais de 20 mil mapeamentos de endometriose realizados. “Ao longo de milhares de diagnósticos, percebi que muitas pacientes chegam se culpando por não conseguirem ‘perder a barriga’. Mas quando fazemos o exame, vemos que a causa é interna. A endometriose e a adenomiose geram um ambiente inflamatório na pelve que irrita os órgãos e provoca essa distensão das alças intestinais.”

Diferentemente do aumento de peso, a distensão provocada pela endometriose tende a ser cíclica, com piora no período menstrual e associação frequente com dor pélvica, desconforto intestinal e sensação de peso no baixo ventre. O sintoma, muitas vezes tratado como questão estética, é um alerta do organismo para uma condição inflamatória que pode evoluir sem diagnóstico adequado.

A investigação correta passa por exames específicos, já que o ultrassom transvaginal convencional nem sempre consegue identificar a origem da inflamação difusa. “No Mapeamento de Endometriose com preparo intestinal, nós limpamos a ‘cortina de fumaça’ formada por gases e resíduos e conseguimos ver se há aderências prendendo o intestino ou o útero. A distensão é um sinal clínico, e a imagem de alta precisão nos permite entender a causa para que o médico possa tratar a raiz do problema.”

O alerta dos especialistas é para que a persistência do inchaço no baixo ventre, especialmente quando acompanhada de dor, não seja normalizada. O sintoma pode ser a porta de entrada para o diagnóstico de uma doença crônica que impacta qualidade de vida, fertilidade e saúde emocional. A recomendação é incluir a investigação da endometriose como parte dos cuidados regulares com a saúde ginecológica, abandonando a lógica de que toda mudança no abdômen é apenas estética e precisa ser combatida apenas com dieta e exercício físico.

Fonte:     www.copopular.com.br


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