MT: CHAMA ACESA: Marchinha ‘dribla’ decisão do TRE e mantém o Caso Oi em evidência

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Segunda música cobra transparência em acordo de R$ 308 milhões, que teriam ido para contas de aliados do governador

Pedro Taques e Mauro Mendes já foram aliados. Hoje, o ex-governador aponta o sucessor como envolvido em suposto esquema de desvio de dinheiro

Novamente a política invade o Carnaval como um todo. O que não é nenhuma novidade, ainda mais em ano eleitoral. E, mais uma vez, quem ganha espaço no Brasil é o presidente Lula, em plena Praça da Apoteose, na Sapucaí, Rio de Janeiro, em fato amplamente divulgado.

Em Mato Grosso, o espaço é para a nova marchinha do rumoroso escândalo intitulado “Oi, Mauro!”, que trata do pagamento de R$ 308 milhões de dívida do Estado com a Empresa de Telecomunicações Oi S/A, que está em sua segunda recuperação judicial, em valores superiores a R$ 50 bilhões.

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O  ex-procurador da República e ex-governador Pedro Taques (PSB), com documentação e denúncias nos órgãos de controle em níveis federal e estadual, trava uma ferrenha disputa no ambiente político.

Em meio às denúncias sobre o rumoroso caso, chamou a atenção a decisão do juiz eleitoral Pérsio Oliveira Landim, no último dia 13, ao aceitar ação do União Brasil, partido do governador Mauro Mendes, que alegou que as postagens feitas por Taques podem acarretar prejuízos à imagem do chefe do Executivo Estadual, pré-candidato a senador.

A decisão do magistrado, conforme se apurou, foi questionada nos meios políticos e jurídicos e, até mesmo, considerada “fora da órbita”, considerando que o autor da ação contra as denúncias de Taques é o partido político comandado pelo governador.

Em relação à nova marchinha de carnaval, a segunda a ser divulgada e que faz sucesso nas mídias sociais, é rica em detalhes e em cobranças quanto ao rumoroso caso.

Afinal, o Caso Oi refere-se ao pagamento de R$ 308 milhões dos cofres do Estado para fundos de investimentos que teriam ligações com a família e aliados políticos do governador. Pedro Taques citou que, após passar por vários fundos de investimentos, supostamente teriam ido parar nas mãos do filho do governador, o empresário Luís Antônio Taveira Mendes, e envolveria ainda políticos como o deputado federal e secretário da Casa Civil, Fábio Garcia; o empresário e ex-senador José Aparecido dos Santos, mais conhecido como Cidinho Santos; e teria contado com a participação de advogados, magistrados, procuradores e servidores públicos de Mato Grosso.

Para piorar a situação, os fundos de Investimentos Lotta Word e Royal Capital, que receberam os R$ 308 milhões pagos pelo Governo Mauro Mendes para a Oi S/A e que deveria ter atendido parte dos credores da empresa em Recuperação Judicial na 7ª. Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, foram criados a partir do Banco Maste,r que hoje é o centro do maior escândalo financeiro e político do Brasil.

Segue na íntegra a letra da segunda Marchinha “Oi Mauro. Panhôôô ou não panhôôô?” (termo cuiabanês para o verbo apanhar ou apanhou, pegar para si o que é de outro)

Lá em Mato Grosso o povo comentou…

Que a tal da Oi aprontou, faturou…

Na calçada a fofoca já pegou…

Até o vendedor de milho se ligou…

Teriam rido passando depois…

Fabinho dizendo não fui eu, foi vocês…

Cidinho assobia, não sei de papel…

Luizinho só olha para o céu…

Oi, Mauro panhôôô ou não panhôôô…

Conta direito o que é que rolou

Se todo mundo viu, se o caso estourou…

Oi Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô

Oi, Mauro panhôôô, não panhôôô…
Na avenida o assunto bombou…

Se a ligação caiu…Se a grana sumiu

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô…

Na Câmara o clima esquentou cada um jurando que se assustou…

Berinho, eu nem estava no local…

Fabinho isso é intriga do pessoal…

Cidinho pergunta quem é o culpado???…

Luisinho responde está tudo grampeado…

E o povo da praça começa a cantar, essa marchinha para não mais parar…

Oi, Mauro panhôôô, não panhôôô…

Conta direito o que é que rolou…

Se todo mundo viu, se o caso estourou

Oi, Mauro….

Panhôôô ou não panhôôôô…

Oi, Mauro….

Panhôôô ou não panhôôôô?.

Na avenida o assunto bombou…

Se a ligação caiu…Se a grana sumiu

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô?.

Se a conta veio alta…

Se alguém se enganou…

Se o contrato era festa…

Ou se alguém faturou

Eiiiiiiii……..

O Bloco pergunta na ponta do pé…

Entre confete, risada e axé…

Se ninguém sabe, ninguém falou…

O coro repete bem alto… Alôôôô

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô?

Conta direito o que é que rolou…

Se todo mundo viu, se o caso estourou…

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô…

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô…

Na avenida o assunto bombou…

Se a ligação caiu…Se a grana sumiu

Oi, Mauro…

Panhôôô ou não panhôôô…

Com quase três minutos, a marchinha invadiu principalmente os bailes no interior de Mato Grosso, onde o assunto tinha pouca repercussão até a denúncia em Ação Popular, assinada por Pedro Taques e que cita 25 pessoase empresas.

Entre elas, ogovernador Mauro Mendes, os empresários Luís Antônio Taveira Mendes, Hélio Palma de Arruda Neto e Robério Garcia, a Oi S/A, Escritório Ricardo Almeida Advogados Associados, fundos de Investimentos e o empresário e ex-senador José Aparecido dos Santos, mais conhecido como Cidinho Santos, que, segundo Taques, seria “sócio oculto” na negociação; e os procuradores estaduais Francisco de Assis da Silva Lopes e Luís Otávio Trovo Marques de Souza.

Fonte:     www.diariodecuiaba.com.br


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