A lição de vida de Bruna Marquezine sobre o amor romântico que é um verdadeiro ‘abraço na alma’ para quem sofre de dependência emocional

A lição de vida de Bruna Marquezine sobre o amor romântico que é um verdadeiro ‘abraço na alma’ para quem sofre de dependência emocional
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Psicóloga explica como a virada emocional da atriz ajuda a romper padrões de apego ansioso e idealização do amor romântico

Depois de anos tendo sua vida afetiva acompanhada quase em tempo realBruna Marquezine parece viver hoje uma virada silenciosa e profundamente simbólica na forma como se relaciona. Mais discreta, seletiva e consciente dos próprios limites, a atriz passou a ser vista por muitos fãs como um exemplo de maturidade emocional, especialmente para quem sofre de dependência emocional!

Para a psicóloga clínica Daniela Pereira (CRP 09/014487), essa mudança não tem relação com medo de amar, mas com autocuidado.

Discrição não é medo, é autocuidado

“Quando observamos a postura mais reservada da Bruna em relação à vida amorosa, é importante diferenciarmos duas coisas: primeiro, a privacidade consciente e o isolamento por medo. Depois de ela ter vivido um relacionamento no passado sob uma intensa exposição pública, optar por mais discrição pode ser um movimento de maturidade emocional”, explicou

A especialista complementa que esse espaço é vital para a saúde do casal. “É entender que o vínculo precisa de espaço protegido para poder se desenvolver longe dos julgamentos, das expectativas e das narrativas externas. Isso é autocuidado. Já se esconder por medo é diferente: é quando a pessoa evita se vincular porque associa o amor à dor, e isso não é uma escolha, é uma defesa. A privacidade saudável fortalece, e o isolamento por medo paralisa a pessoa”. continuou.

‘Mereço ser amada’: a frase que toca feridas profundas

Uma reflexão compartilhada pela atriz no Instagram no primeiro dia de 2026, após ser flagrada aos beijos com Shawn Mendes, trouxe o pensamento: “estar com quem faz eu sentir que mereço ser amada”. O post ecoou especialmente entre mulheres que já viveram relações intensas ou instáveis. E isso, claro, não é por acaso!

“Essa frase toca uma camada muito profunda da experiência feminina. Pessoas que passam por relações instáveis ou emocionalmente intensas, como foi o caso dela no passado, podem sair dessa experiencial com feridas na autoestima. Quem vive dependência emocional muitas vezes não questiona apenas o outro, questiona a si mesmo: ‘Será que eu sou suficiente? Será que eu exigi demais? Será que o problema sou eu?'”, avaliou a especialista.

Assim, Daniela cravou o motivo da frase ser tão poderosa. “Ela fala da reconstrução interna, de autorrespeito, de reconhecer o próprio valor antes de exigir o amor do outro”, expressou.
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Quando o amor romântico adoece…

A psicóloga também chama atenção para um modelo de amor ainda amplamente romantizado: o amor intenso, dramático e instável. Para ela, intensidade não é sinônimo de saúde, e muitas vezes acredita-se que o sofrimento faz parte do “pacote” amoroso.

“Quando a gente acredita que o amor precisa ser constantemente validado, que é uma emoção extrema e que precisa ter uma presença absoluta, começamos a confundir o apego ansioso com paixão. Esse modelo pode adoecer as relações porque cria a ideia de que sofrer faz parte do pacote e de que a estabilidade é sinônimo de falta de amor. O amor maduro é estável, é seguro; não precisa ser turbulento para ser verdadeiro“, complementou

O peso da expectativa social em um relacionamento

No caso de Marquezine, viver um relacionamento sob observação constante, como foi com Neymar, gera impactos psicológicos que Daniela faz questão de destacar: “A Bruna viveu um relacionamento no passado acompanhado quase em tempo real, cada gesto se tornava uma pauta. Isso tem um impacto psicológico muito importante”.

“Quando a vida afetiva é vivida sob uma observação constante, a pessoa pode começar a confundir vínculo emocional com narrativa pública, e isso aumenta a pressão para manter algo, às vezes até quando já não faz sentido. Essa dinâmica pode reforçar padrões de dependência emocional porque, além da dor da relação, existe o peso da expectativa social“.

Essa pressão não atinge apenas celebridades. Nas redes sociais, muitas mulheres vivem “relações performadas”, onde o término é visto como um fracasso público

Retirar-se não é fugir… é amadurecer

Outro ponto central da nova postura de Bruna é a capacidade de se retirar quando necessário, o que marca um divisor de águas emocional. “Retirar-se não é fugir, é reconhecer limites. Fuga é sair por medo de sentir; limite é sair porque já sentiu o suficiente”.

“⁠Depois de experiências intensas no passado, desenvolver essa consciência mostra crescimento psicológico. A pessoa começa a entender que não precisa insistir para provar o amor, nem suportar o que machuca para manter o vínculo”, declarou.

Sair da dependência emocional envolve um luto específico: o de perceber que amar não significa se anular. É preciso abrir mão da ideia de que é necessário suportar e adaptar-se sempre para ser amada. “⁠Existe, sim, um luto quando alguém percebe que amar não é se anular. Muitas pessoas aprendem que amar é suportar, adaptar e flexibilizar sempre. Quando percebem que isso não é saudável, elas precisam abrir mão de uma fantasia antiga, e isso dói”, explica Daniela

Quais os sinais de um amor mais maduro?

Por fim, a psicóloga aponta sinais claros de quem está rompendo com esses ciclos: menos necessidade de validação pública, clareza sobre merecimento e maior autonomia emocional. “Esses são sinais clássicos de alguém que está saindo de uma dinâmica de dependência emocional e caminhando para um amor mais consciente. Amor maduro não é encontrar alguém que nos complete, é escolher alguém sem deixar de estar inteira”, concluiu.


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