A sanção da lei 15.110 reforça a substituição de sirenes por música nas escolas estaduais. A estação evidencia uma mudança de cultura no ambiente escolar pautada por cuidado, inclusão e bem-estar.

A diretora do Colégio Estadual Gois Calmon, Lúcia Graciette Brito, conta que a comunidade escolar decidiu pela mudança no período pós-pandêmico, acolhendo a orientação da coordenação da educação especial da Secretaria da Educação, favorecendo o conforto auditivo, permanência e a aprendizagem dos estudantes, especialmente aqueles com transtorno do espectro autista, TEA.
“A gente tem mais ou menos de quatro ou cinco anos que a gente já tem a sirene musical aqui na escola. A gente passou por um período pandêmico. Na volta, a gente observou que tudo a gente tomava choque, a sirene muito alta… Aí a gente pensou numa forma de amenizar um pouquinho. Antes mesmo de se falar nessa lei, a gente já tinha feito isso aqui na escola. Levando em conta nossos alunos que tem a síndrome de transtorno, né? Os autistas, o TEA, e aí a gente percebeu que houve uma melhora no comportamento dos alunos. Então, eu acho que essa lei agora é muito importante e faz com que todas as unidades da Bahia também participem com isso, também tenha a sua sirene musical”.
Segundo a dirigente escolar, a sirene também é uma ação pedagógica e lembra que no colégio Gois Calmon, as músicas são escolhidas de acordo com o período do ano.
“Agora mesmo a gente trabalhou com as músicas de carnaval. Cada período a gente vai mudando as músicas. A gente bota música de São João, Natal, Ano Novo. Porque a sirene, tem a condição de você ligar, desligar, trocar os pendrive por um outro tipo de música. Aí a gente tem vários pendrive aqui, cada qual com a alguma coisinha interessante. Eu vejo a sirene no musical hoje aqui, como a pedagógico. A gente não se faz da aprendizagem apenas dentro de uma sala de aula, mas fora também. E é isso que a gente faz. Por exemplo, a gente tem ao redor de todas as escolas de cada andar tem uma caixa, as bocas de autofalante, no refeitório, quadro, auditório, área de convivência, porque na hora que toca, ele já sabe que tem que voltar para a sala. Então, ele já conhece como vai funcionar durante o ano essa sirene”.