Vídeos manipulados por inteligência artificial crescem 126% no Brasil

Vídeos manipulados por inteligência artificial crescem 126% no Brasil
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País é responsável por quase 40% de deepfakes na América Latina
Gabriel Brum Rádio Nacional crédito: Marcello Casal Jr

A ocorrência de deepfakes, vídeos manipulados por inteligência artificial, disparou no Brasil em 2025, o que coloca em alerta as eleições de 2026.

O aumento foi de 126%, mais que o dobro, de acordo com levantamento da Sumsub, plataforma de verificação de identidade para prevenção de fraudes. Esse crescimento faz do Brasil responsável por quase 40% de todos deepfakes da América Latina.

Deepfake é uma técnica de inteligência artificial que permite produzir vídeos, cada vez mais realistas, que imitam movimentos, vozes e rostos. É um conteúdo falso que parece verdadeiro – e pode ser usado para enganar.

A própria Abin, Agência Brasileira de Inteligência, já alertou sobre o risco dos deepfakes para as eleições. No último relatório “Desafios de Inteligência”, apontou que a contaminação do debate público seria inevitável, porque a velocidade de criação e disseminação de desinformação é muito maior que a capacidade de verificação por candidatos, imprensa ou autoridades.

A chefe de compliance em IA da Sumsub, Natália Fritzen, afirma que esse combate aos deepfakes precisa unir esforços.

“Ela exige ação conjunta entre as empresas que possuem tecnologia para detectar as deepfakes e as autoridades. Só com essa união de forças entre empresas e o regulador é possível proteger o processo democrático e prevenir tentativas de manipulação.”

Para combater isso, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou regras para impedir a propagação de conteúdos fabricados ou manipulados que possam causar danos ao equilíbrio das eleições ou à integridade do processo eleitoral, como o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer determinada candidatura.


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