O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5, 17h, hora de Brasília) pelas oitavas de final da Copa 2026. Dono de uma missão importante atribuída pelo técnico Carlo Ancelotti, Neymar não é presença garantida entre os titulares, porém já tem condições de encarar os 90 minutos de um jogo, afirmou o treinador italiano.
Não custa reforçar que nessa fase e até a final, os jogos que acabarem empatados após 1h30 de disputa irão para prorrogação (30 minutos) e persistindo a igualdade, a vaga (ou título) será decidido nos pênaltis. “O importante é que ele pode jogar. Quanto tempo jogará, ninguém sabe. Ele tem experiência para manejar os minutos do jogo, o ritmo. Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo“, disse Ancelotti à “Folha de S.Paulo”.
O marido de Bruna Biancardi se machucou em 17 de maio, véspera da convocação e apresentou lesão grau 2 na panturrilha. Ficou de fora dos amistosos (contra Panamá e Egito) e das duas primeiras rodadas (Marrocos e Haiti), mas retornou diante da Escócia. Na suada vitória contra o Japão, não saiu do banco
E como Neymar tem reagido a passar grande parte da Copa no banco, algo inédito desde 2014. “Ele não está conformado, mas está se comportando muito bem. Está treinando muito bem. Neymar é muito respeitoso, amável e querido pelos companheiros. É um caráter importante na equipe porque tem qualidade e é uma pessoa muito humilde. Estou muito contente com ele. E obviamente ele quer jogar, como sempre jogou“, explicou Ancelotti.
“(Ele) Não pede ‘quero jogar’, mas isso é bastante claro. E positivo. Um jogador não pode ficar contente de estar no banco”, completou. Antes mesmo da contusão, o camisa 10 já havia sido informado que em caso de convocação não seria titular e tampouco teria vaga entre os titulares da equipe, que desde a apresentação no final de maio já viu o corte de Wesley e as lesões de Raphinha e Lucas Paquetá tietá-lo: ‘Grande fã’
Ancelotti não revelou, porém, o time que começará a segunda partida de mata-mata nessa Copa. Caso supere a Noruega, o Brasil encara Inglaterra ou México nas quartas-de-final – os mexicanos, assim como a Espanha ainda não sofreram um gol sequer após quatro jogos. Avançando de novo, terá pela frente uma dessas seleções: Argentina, Cabo Verde, Colômbia, Gana, Austrália, Egito ou Suíça.
Já na final, o adversário tanto pode ser Portugal, que derrotou a Croácia no final, Espanha, Paraguai, Marrocos, Canadá, EUA ou a temida França. Afinal, o Brasil perdeu para os bicampões em 1986 (nos pênaltis), 1998 (na final) e 2006.